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Por: Graham Faust McAlister Elfos domésticos sempre foram, desde que se há registros, criaturas que servem aos bruxos e bruxas com ...


Por: Graham Faust McAlister

Elfos domésticos sempre foram, desde que se há registros, criaturas que servem aos bruxos e bruxas com trabalhos domésticos – responsável pelo sugestivo nome da espécie. Há registros de famílias inteiras de elfos que servem famílias bruxas há gerações, sempre passando o trabalho para o próximo elfo na família, mas suas atribuições não se resumem unicamente a serviços domésticos, pois essas criaturas também executam qualquer função dentro de algumas métricas ordenada por seus mestres. Atualmente as condições trabalhistas e de vida dessas criaturinhas melhorou bastante, porém nem sempre foi assim.

Há vários anos – e até mesmo hoje em algumas famílias mais conservadoras –, as tarefas dos elfos são tão abusivas que eles podem acabar perdendo membros do corpo, sendo presos ou até mesmo morrerem tentando cumprir as ordens de seus "patrões" escravagistas. Pois, sim, esses "patrões" abusivos são considerados, segundo as Leis de Proteção e Cuidados aos Elfos Domésticos, como atos de escravismo, e obviamente são puníveis caso comprovadas.

Mesmo sendo considerados criaturas, não seres, Elfos domésticos possuem um nível grande de conhecimento e inteligência (que varia assim como entre os humanos bruxos e trouxas). São extremamente capazes de realizar magia sem o auxílio de varinha, dotados de fala e pensamento crítico e bastante fascinantes quando se ouve alguma história contada por eles. De diferentes personalidades, não é possível restringir elfos domésticos em uma única categoria qualitativa, demonstrando toda a diversidade da espécie.

Todos esses pontos nos levou a questionar se os elfos correm perigo e como funciona todo o processo de regularização dos elfos. Portanto, tivemos a oportunidade de entrevistar brevemente a Stra. Katy D'Amici, atual chefe e responsável no Ministério Britânico pela Regulamentação dos Seres Mágicos da Grã-Bretanha onde ela nos respondeu alguns questionamentos.

PD: As leis que regem os direitos trabalhistas dos Elfos Domésticos começou com uma petição da ex-Ministra da Magia, Hermione Granger. De lá pra cá, o que você acha que mudou em relação a como essas criaturas são vistas e se veem?

Stra. D'Amici: Com certeza ocorreram mudanças positivas, hoje em dia eles são vistos pela maioria como parte da comunidade mágica e não à margem dela. Mesmo que por conta do passado eles sejam bastante fechados, há um bom diálogo entre bruxos e elfos.

PD: Ainda hoje muitos elfos trabalham no velho sistema escravagista. Como o Ministério age quanto a isso? Recebem muitas denúncias?

Stra. D'Amici: Recebemos algumas denúncias sim e quando elas acontecem trabalhamos o mais rápido possível para investigar e intervir nas situações que encontramos.

PD: Comente um pouco sobre o processo de regularização do trabalho dos elfos.

Stra. D'Amici: Isso ocorreu há muitos anos atrás, não estava presente no Ministério da Magia ainda, mas como toda grande mudança muitas pessoas discordaram, houve muito trabalho a ser feito, estudo e muitas pessoas envolvidas lutando pelos direitos do elfos, além deles mesmo que também foram consultados sobre as condições.

PD: Por que alguns lugares como Hogwarts possuem vários elfos, mas famílias bruxas costumam ter apenas um?

Stra. D'Amici: O caso é que Hogwarts é um local imenso com uma enorme quantidade de alunos na adolescência, fase em que com certeza eles mais se alimentam e mais dão trabalho, então realmente é necessário um número maior para poder manter o castelo funcionando cem por cento. Já uma casa, por mais que a família seja grande, não chega nem perto dos números da escola e nada os impede de ter mais de um elfo.

PD: A visão sobre os elfos serem criaturas e não seres não mudou, mesmo após muitos anos e avanços em seus direitos. Por quê?

Stra. D'Amici: Porque eles ainda se enquadram na categoria de criatura como são descritos, há uma diferença na descrição de criatura para ser, mas isso ainda está sendo estudado. Centauros e Sereianos quiseram ser vistos como seres, então se elfos desejarem isso, vamos rever.

PD: Comente sobre a magia dos elfos e como isso é monitorado.

Stra. D'Amici: O monitoramento da magia dos elfos não é algo complexo de se fazer e raramente encontramos algum problema. Os elfos são uma comunidade bastante tranquila e como disse anteriormente, são fechados também de certa forma.

PD: As leis trabalhistas para os elfos são relativamente novas, como elas se adequam ao mundo moderno?

Stra. D'Amici: As leis por terem sido feitas do mundo moderno se adequam a ele sim, é claro que sempre há o que melhorar, por isso estamos sempre estudando todas as situações.

Por: Diana Lind Snow Quando a crise da rede de pó de flu estourou, não era apenas um meio simples de transporte que famílias bruxas...


Por: Diana Lind Snow

Quando a crise da rede de pó de flu estourou, não era apenas um meio simples de transporte que famílias bruxas usavam para se locomover. A rede flu funciona a muito tempo como uma forma rápida de ir para um lugar e para outro, bem mais seguro que aparatação ou menos complicado que a criação de portais. Por isso o próprio Ministério aderiu ao seu uso, e todos os dias bruxos usavam a rede! No entanto, a crise não chegou a abalar apenas a esfera social dos trabalhadores do Ministério da Magia, chegou também para os comércios, já que o Beco Diagonal possui lareiras para seus clientes, a queda no número de pessoas que ia diariamente ao Beco diminuiu drasticamente. Sabemos que os problemas da Rede de Flu foram solucionados, mas não impediu a desconfiança de muitos bruxos em usarem. O comércio teve que enfrentar seus problemas, mas os setores primários e secundários também tiveram suas próprias crises, e com medo de perderem suas mercadorias com meio de transportes instáveis, o aumento do preço para compra e revenda acabou aumentado. O que não passou despercebido pela população.

Com o início do ano escolar, os pais puderam sentir o impacto que trouxe para os clientes, como um relato a seguir de Frigga Norwood Stavros, uma mãe de 3 crianças em idade escolar: "Os preços estão um ultraje estamos pagando muitas vezes o triplo por uma mercadoria, querendo ou não compreendo os comerciantes, afinal de contas a pouca procura está fazendo com que os estoques continuem cheios e eles devem pagar pela mercadoria aos seus fornecedores". Mas para os comerciantes a situação também não vem sendo das melhores, eles tentam ao máximo minimizar seus prejuízos. "Bom, acho que em livrarias é normal o aumento do preço durante esse período, é o início do ano letivo. Além do mais, a crise econômica tem afetado todas as lojas, então precisamos considerar oferta e demanda, não é mesmo? Mas tenho certeza que em breve isso vai ser resolvido, ninguém precisa se preocupar. Quanto a rede de flu, felizmente ainda não tive problemas com ela. Mas entendo que muitas pessoas tem se aproveitado da situação para vender produtos adulterados, o que parece ser um grave problema atualmente", relata a vendedora da loja Floreios e Borrões, Josephine Pollok Eltz. 

E não foram apenas os artigos bruxos como roupa e livros que tiveram seu aumento, produtos para poções ainda tiveram um reajuste em torno de 30% de preço. E para a Sociedade Internacional, que lida com as pesquisas que utilizavam bastante esses produtos, enfrentou um obstáculo para continuar atuando como o esperado. No entanto, segundo a Diretora de Operações da Sociedade Internacional, Heloíse Hool Kunstler, o departamento tem conseguido suprir essas necessidades conforme sua fala a seguir: "[...] Acompanho de perto os impactos dessa crise na sociedade, tendo em vista os grandes empecilhos que surgem no momento de efetuar a compra de novas mercadorias para a criação de novas poções, por exemplo. Com a missão de realizar pesquisas em prol da saúde bruxa, ficamos impedidos de desenvolver nossos projetos, inclusive de chegar a alguma conclusão que possa mudar a vida de alguém para melhor. Ou seja, a crise mercantil é prejudicial em todos os sentidos, mas o setor da saúde acaba sendo o mais afetado. Por outro lado, fico agraciada em ver o empenho e esforço de toda equipe do meu setor para tentar suprir essa falta de alguma forma, buscando produção de novas ervas que possam substituir ingredientes que sejam mais difíceis de chegar até nós."

Os artigos para jovens bruxos são os que mais vem sofrendo com a crise com uma queda de 15% nas vendas, o que chega a preocupar alguns comerciantes. "O movimento caiu bastante após a alta nos preços, visto que a maioria dos clientes da loja é composta por crianças e jovens desempregados que dependem dos galeões dos pais para fazerem suas compras. Eles agora entram, olham os produtos e não saem com as sacolas cheias como há algumas semanas antes de tudo isso." Nos relata a vendedora da Gemialidade Weasley de Hogsmeade, Elle Hansen, que diferente de outros comerciantes tem uma visão positiva da crise atual. "Acho que esta é só mais uma pequena crise passageira que não vai demorar muito a passar. Creio que achando os responsáveis pelo pó de flu adulterado, logo encontrarão a solução para essa fase ruim do comércio." Completa a jovem Hansen. 

Podemos considerar essa, uma crise passageira ou um início de uma nova crise econômica mais severa? Nossa crise econômica poderia estar sendo causada também pela instabilidade política e econômica da sociedade trouxa, que com a saída da Inglaterra da União Europeia visa fechar as fronteiras para o livre comercio entre os países vizinhos? O prazo final para as negociações está no limite, previsto para ser encerrado nos próximos meses, ainda pode trazer mais prejuízos para a crise econômica bruxa. A sociedade bruxa deve se planejar para novos reajustes em breve, assim como acompanhar os andamentos das negociações, que por mais sutis que sejam as mudanças, certamente atingirão nossa sociedade. 

Por: Chaerin Minn Hwang Após alguns dias da morte do Ministro Hoffmeister, alguns bruxos começaram a se perguntar quem é que assumi...


Por: Chaerin Minn Hwang

Após alguns dias da morte do Ministro Hoffmeister, alguns bruxos começaram a se perguntar quem é que assumiria o posto e ministro a grã-bretanha que estava sendo preenchido pelo vice-ministro até então. Muitos estavam se questionando se a posse seria bem aceita e se o responsável seria competente o suficiente para cumprir os deveres e reparar os danos que a sociedade bruxa britânica vem sofrendo há tempos. Mesmo sem uma resposta imediata para esta questão, Esmée Purcell foi anunciada ontem como nova ministra da magia britânica. A mulher foi apresentada à mídia bruxa e aos servidores ministeriais após a votação no gabinete ministerial. A Ministra Purcell nasceu em seis de dezembro de mil novecentos e setenta e cinco sendo mestiça. Com quarenta e dois anos a mulher assume o posto sob a pressão de passar a segurança e confiança que a população bruxa britânica precisa, o que não é nenhum pouco agradável. 

Há alguns dias atras o antigo ministro Harry Miller Hoffmeister foi encontrado morto no subúrbio de Londres, foi identificado por Thomas Rotschild e Victoria Stravos que constataram que ele realmente estava morto. O fato é que até o seu enterro nem mesmo o Saint Mungus teve a oportunidade de verificar o corpo, sendo tudo cuidado pela própria família do falecido. Por conta da morte repentina do bruxo tudo foi feito as pressas pelo ministério que teve de gerir tudo enquanto organizavam a votação para eleger a nova ministra. Infelizmente o ministério não liberou maiores informações e muitas questões ficaram sem resposta; como por exemplo a causa da morte do ministro, o motivo do sumiço e por que a autópsia foi feita pela própria família? Claro que entendemos e respeitamos a vontade dos parentes que estão sofrendo com a perda e desejamos condolências à eles, mas é inegável às dúvidas deixadas sem resposta. 

Por: Annie Miller Slowli Após meses desaparecida, a primeira-ministra trouxa do Reino Unido, Theresa May, retornou de maneira ainda...


Por: Annie Miller Slowli

Após meses desaparecida, a primeira-ministra trouxa do Reino Unido, Theresa May, retornou de maneira ainda mais misteriosa do que seu sumiço. Apesar de sua volta imediata às funções políticas na 10 Downing Street, May demonstra não saber o que aconteceu com ela durante todo esse tempo. As investigações não chegaram a nenhuma conclusão sobre as causas de seu desaparecimento ou retorno, e, diante dessa amnésia, as chances de se obter explicações em torno da primeira-ministra são mínimas.

Theresa May apossou-se do cargo de chefe de governo após a renúncia do antigo primeiro-ministro David Cameron. A população trouxa britânica havia optado pela saída do Reino Unido da União Europeia, no conturbado episódio conhecido como Brexit. Apesar da alta popularidade de May no início, logo sua rejeição começou a aumentar. O Partido Conservador, do qual é líder, perdeu a sua maioria, que antes era de 326 parlamentares. A inflação, apesar de continuar baixa, sofreu um aumento constante ao longo de seu governo. Por outro lado, o desemprego caiu também constantemente e apresentou taxas menores do que as de outros países europeus. Além da pressão dos opositores, as críticas mais comuns a May antes do desaparecimento eram que as negociações para a saída do Reino Unido estavam sendo conduzidas a passos curtos, sem a rigorosidade necessária para conduzir o processo.

Durante o desaparecimento da primeira-ministra, muito especulou-se sobre sua possível morte ou sequestro por razões políticas. Essa possibilidade, em contraste à baixa popularidade de antes do sumiço, levou até mesmo a uma alta avaliação de seu governo em pesquisas de opinião. A volta de May, portanto, foi recebida com espanto por bruxos e trouxas e deu margens a conspirações de diversas naturezas. Nos meios de interação trouxas, debate-se que ela planejou tudo isso e também finge esquecer o que aconteceu para conseguir forjar um golpe e estabelecer a permanência do Reino Unido na União Europeia, contrariando o voto popular. Além disso, seu comportamento esquivo (de evitar aparições públicas e contato com a imprensa) não tem ajudado em nada a sua reputação. Jornais trouxas preveem uma baixa histórica na popularidade que constará nas pesquisas a serem lançadas em breve.

Após a sua volta, a declaração mais impactante de May foi a de que ela apoia a campanha de novos recrutas para as forças armadas e para a polícia britânica, sem explicar a necessidade dessa medida. Opositores questionaram o pronunciamento da primeira-ministra e promoveram fortes protestos no mundo todo. Entre as ações feitas por May antes de seu sumiço, a mais próxima a esse anúncio foi quando houve um atentado terrorista em uma arena em Manchester, após o show de uma popstar trouxa americana chamada Ariana Grande. Na época, as forças armadas do país foram reclamadas em lugares estratégicos para que mais policiais pudessem fazer vigilância nas ruas.

No Mundo Bruxo, a volta de May não foi menos impactante. Como o conhecimento sobre a existência de magia, as suposições são infinitas – vão desde a maldição Imperius até a substituição da primeira-ministra por um bruxo que faz uso da Poção Polissuco. Diante da falta de esclarecimentos e provas sobre o que aconteceu com a primeira-ministra trouxa e do seu estranho comportamento e falta de memória, supõe-se que o Ministério da Magia tem encontrado dificuldades em decidir avisar ou não a líder de governo sobre as emergências atuais no Mundo Bruxo, visto que primeiros-ministros sempre são avisados sobre emergências que podem ameaçar os trouxas, como os ataques das criaturas mágicas soltas.

Nesse momento, a inquietação gerada pela volta de Theresa May está mais focada no mistério do que aconteceu. Tudo indica, porém, que deveríamos mesmo é estar preocupados com o que ainda está por vir.

Por: Dmitri Hsirënn Seaworth  Os tempos são sombrios. Para todos. Mas principalmente para as famílias das vítimas desaparecidas. ...


Por: Dmitri Hsirënn Seaworth 

Os tempos são sombrios. Para todos. Mas principalmente para as famílias das vítimas desaparecidas. Na última semana, mais dois casos de sequestro/sumiço foram registrados. A equipe Profeta Diário prontificou-se a investigar ambos acontecimentos, com o intuito de descobrir se há alguma ligação com os desaparecimentos anteriores, infelizmente ainda sem nenhuma pista. E, se possível, aprofundar a quantidade de informações, a fim de tentar encontrar algo que auxilie na busca das vítimas, para amparo das famílias que esperam por notícias. 

A primeira vítima atende pelo nome de Kayla Valerie Chloe Holstein Sparrow Odair Campbell. Possui 17 anos e cursa o sétimo ano de Hogwarts, sendo monitora de sua casa – Corvinal. Seu desaparecimento foi notado, em primeiro lugar, pelo padrinho Christian McFlont Looken. Segundo ele, Kayla estava acompanhada de sua prima, onde ambas passeavam pelo Beco Diagonal. “Eu tinha levado ela e minha filha, Amália, para a sorveteria e tudo parecia estar bem tranquilo por lá, acabei achando estranho quando fui buscar Amália e ela disse que Kayla havia ficado por lá, deixando a minha filha só, algo que minha sobrinha e afilhada não costuma fazer.” Kayla decidiu seguir sozinha até B&B Cream, local onde supostamente esteve pela última vez, revelou Christian. “Eu tentei ver com algumas pessoas próximas se elas tinham tido notícias da Kay, até mesmo a mãe dela não sabia onde ela estava, achando que a mesma estivesse comigo. E foi aí que eu me dei conta de que não se tratava de um simples caso de fuga juvenil, afinal alguém deveria saber dela. Inclusive o namorado.” 

Quando questionado sobre o assunto, Tyler pareceu tão transtornado quando o padrinho da vítima. “Exatamente! Da última vez que nos comunicamos, Kay estava no Beco Diagonal com a prima e do nada desapareceu! Isso é um absurdo! Como uma bruxa adolescente some e ninguém nota?” Tyler afirmou, abalado pelo desaparecimento da namorada. “O Ministério da Magia ainda não conseguiu rastrear ela e isso só faz piorar as coisas!” Alfineta. 

Fontes seguras nos informaram que Kayla foi avistada na companhia de Marcus, um funcionário do Ministério da Magia. Quando questionado pelo Profeta Diário, Marcus respondeu às perguntas sem hesitar. Em anexo, o breve interrogatório na íntegra. 

PD: Então, fontes nos informaram que o senhor Marcus esteve em contato com Kayla, a monitora corvina que desapareceu. O Profeta Diário questiona sobre o que conversaram no encontro, já que foi o local onde Kayla foi vista pela última vez. 

Marcus: Olha, foi um encontro bem rápido, infelizmente. Falamos sobre escola e estágio no MM. Falamos sobre nunca termos nos visto antes pelos corredores. Um pouco sobre responsabilidade em terna idade. Ela me pareceu… Madura. 

PD: A Kayla não demonstrou nenhum comportamento estranho no tempo em que ficaram conversando? [

Marcus: Fora seu real interesse em mim? (risos) Ela parecia muito pensativa. 

PD: Real interesse, hm? (anota) E quando a conversa se deu por encerrada, você chegou a vê-la saindo do estabelecimento? 

Marcus: Não realmente (coça o cabelo). Eu tinha que ir ver minha sobrinha, antes que comprasse a loja toda. 

PD: O Profeta Diário agradece a transparência! Nenhuma anormalidade registrada, Marcus demonstrou estar surpreso ao receber a notícia do desaparecimento de Kayla. Sobre o local, nenhum bruxo próximo parecia ter conhecimento sobre qualquer pista a respeito da estudante, nem mesmo o dono do estabelecimento B&B Cream. Infelizmente não conseguimos conversar com a atendente que falou com Kayla no dia em questão. 

Já a segunda vítima registrada ainda essa semana trata-se de Nerida Kosey Stavros, 16 anos. Cursa o sétimo ano de Hogwarts, pertence a casa Lufa-lufa, além de ser Estagiária do Departamento de Fiscalização da Magia e Medibruxaria. O Profeta Diário entrou em contato com Jason Stavros, primo de Nerida, que foi o primeiro a notar o sumiço da vítima. Segundo relatos de Jason, Nerida foi vista pela última vez logo após despedir-se de seus familiares e partir da mansão onde mora, afirmando que viajaria até o Egito na companhia de um tio, a fim de visitar a família Kosey. A viagem não chegou a ser completada, já que a estudante desapareceu durante o percurso. 

Em uma conversa com o Profeta Diário, Jason nos revelou alguns detalhes sobre Nerida, que ocorreram semanas antes de seu desaparecimento.   

PD: Nerida estava há quantos dias na mansão Stavros? 

Jason: Ficamos quase duas semanas depois do início das férias na Mansão. Bom, ela ficou. Antes disso eu tive uma pequena visita ao Cairo, questão de dois dias, mas assim que voltei, começamos a interagir, falei sobre minhas viagens e dei alguns presentes. Durante aquela semana e meia nós jogamos Quadribol juntos, conversamos bastante sobre o ano por vir e fomos em festas juntos, foi um momento bem feliz para nós dois. 

PD: E você sabe se aconteceu algum desentendimento nessas duas semanas em que ela esteve em casa? Alguma briga, discussão com algum dos familiares? 

Jason: Com os familiares, não. Ela estava um pouco ressentida comigo por eu ter passado mais de um ano longe (eu tinha tirado um tempo para viajar fazendo pesquisas pessoais antes de voltar para Hogwarts no ano passado), mas nos entendemos assim que eu voltei do Cairo. Só que nesse meio-tempo ela e o namorado terminaram, não foi algo exatamente legal…

PD: Um término conturbado, então? O ex-namorado dela já está ciente do desaparecimento?

Jason: Eu diria mais doloroso do que conturbado, mas é porque eu sinceramente não sei muito bem o como aconteceu. Aconteceu e foi ruim pros dois, a gente tenta não entrar muito nos assuntos que remete a ela pra ele, eu principalmente, por ser bem próximo dele.

PD: Certo. Foi comentado que logo após essa semana, Nerida partiu para visitar outra família. Ela estava na companhia de alguém ou sua viagem seria solo?

Jason: Mesmo sendo a "lufana desastrada", Nerida é bem independente, ela tinha a companhia de seus "filhotes", que são seus vários animais de estimação. Ela é Anicôncia, então ela realmente nunca está sozinha se está com eles. Mas não foi com nenhum outro bruxo ou trouxa. 

PD: E quando exatamente o seu desaparecimento foi notado? 

Jason: Bom, um tio dela (do outro lado da família) iria encontrar com ela na Grécia, conhecer o lugar já que ele nunca tinha ido para lá antes, o que significa que ela nem mesmo chegou a ir para lá. Eu nunca conheci esse tio, mas no início imaginei que eles já teriam ido para o Egito juntos (ele iria aparatar com Neri). Mas como eu disse, meus contatos pelo Egito nunca falaram nada sobre eles chegarem, foi quando comecei a perceber algo estranho. O tal tio não desapareceu também, ele enviou uma carta que chegou alguns dias depois avisando que não a havia encontrado, mas àquele passo eu já estava falando com o resto da família e com nossos amigos.

PD: Considerando o término do namoro, você acha que seria possível Nerida ter simplesmente fugido?

Jason: Nunca, ela tem um jeito especial de lidar com situações emocionais, ela não é o tipo de pessoa que simplesmente some por causa de um término. Ela faria algo inspirador com isso, encontraria um ponto escuro e o preencheria de luz. Sem contar que ela é uma metamorfomaga, então quando ela está com as emoções à flor da pele, todos sabem. Ninguém decide fugir sem sentir algo forte antes.

PD: São informações valiosas. O senhor tem algo a acrescentar? Algum detalhe que ajude no reconhecimento de Nerida? 

Jason: Neri tem a capacidade de ser amável logo de cara. Ela é divertida, positiva, sempre fazendo os outros rirem, propositalmente ou não. Ela pode ser um pouco desastrada, mas é uma amiga incrível e tem um coração gigante, ela faz amizade com todo mundo facilmente, então ela não vai ter problemas se alguém encontrar ela. Ela fisicamente mantém os cabelos sempre coloridos, normalmente lilases, e os olhos profundamente azuis. Alguns dizem que ela parece com uma atriz trouxa famosa pela série O Chamado. Eu particularmente acho ela parecida com a cantora trouxa Amy Lee, da banda Evanescence… E ela pode ficar tranquila, eu estou atrás dela, não vou abandoná-la. Nem eu nem o resto de nós que te amamos. 

PD: O Profeta Diário agradece e envia os sentimentos a você e a família.

Jason: Eu que agradeço, todos nós estamos torcendo para encontrá-la logo, e pra que ela esteja bem. 

Não somente os familiares de Nerida estão alarmados com a situação. A melhor amiga da vítima, Faye Gebühr Miller, nos procurou, mostrando sua frustração para com as buscas dos desaparecidos. “Quero saber o que as autoridades estão fazendo sobre isso, a minha amiga sumiu...” disse Faye, que demonstrava estar muito indignada. “E não é como se eu não tivesse dado queixa” declarou. “Daqui um pouco vou eu mesma buscar ela, não aprendi a duelar para nada.” Faye, assim como os familiares, estão à espera de uma manifestação do Ministério da Magia, que continua calado diante dos desaparecimentos. 

Considerando as informações disponíveis, não se pode ter certeza se o sumiço de Kayla e Nerida tem alguma ligação com os anteriores. Se é notado que existem semelhanças entre as eventualidades. A mais curiosa delas é que as seis vítimas, reportadas até o presente momento, são exclusivamente do sexo feminino. Além de que todas elas sumiram em dependências bruxas, o que nos leva a questionar sobre a aparente mutabilidade na segurança de certos locais. 

Mais uma vez nos mantemos em extrema prontidão para atender os familiares das vítimas, além de atentos a qualquer informação que ajude no caso. Por favor, não hesitem em entrar em contato com o Ministério da Magia caso possuam qualquer parecer sobre os recentes acontecimentos. Sobretudo, o Profeta Diário recomenda que tenham cautela ao saírem de suas casas. Mantenham-se em alerta.

Por: Annie Miller Slowli Nos últimos dias, a sede do Profeta Diário recebeu uma quantidade significativa de cartas e visitas de fam...

Por: Annie Miller Slowli


Nos últimos dias, a sede do Profeta Diário recebeu uma quantidade significativa de cartas e visitas de familiares desesperados com o sumiço de parentes próximos. Nesse período, ocorreu um desaparecimento na própria equipe do jornal: a estagiária Maryse Stackhouse Snow Hool, conhecida como May. Após a confirmação da veracidade dos fatos e a verificação de que o número de desaparecidos recentemente de fato mostra-se maior do que o normal, procuramos o Ministério da Magia para esclarecer os casos. A resposta, apesar de pouco detalhada, atribuiu o sumiço às perigosas criaturas soltas dos depósitos de Vicenzo Bertolini. Como até então elas não haviam atacado a Grã-Bretanha, apenas territórios onde foram abertos os depósitos do contrabandista (Egito, Japão, Rússia e Ilhas Caribenhas), surgem dois prováveis novos alardes que aumentam a insegurança no Mundo Bruxo. Para entender melhor a situação, conversamos com os familiares para apresentar o perfil de cada desaparecido e indicar a última vez que foi visto, para que a comunidade bruxa possa reconhecer o bruxo caso encontrá-lo.

O primeiro familiar que procurou o Profeta Diário foi Angelina Kalitch Schaffer, para noticiar sobre o desaparecimento de sua irmã gêmea Theodora Kalitch Schaffer, conhecida como Thora, que tem 24 anos e é professora de História da Magia dos 5º e 6º anos em Hogwarts. “Thora mora comigo na casa da família Kalitch, que fica em Ottery St. Catchpole [pequeno vilarejo da Inglaterra]. Somos ciganos, então é normal nos ver não exatamente na casa, mas sim nas carroças cobertas ou na fogueira que ficam nos arredores da casa principal”, explica Angelina.

Sobre o local em que a professora foi vista pela última vez, a irmã diz que Thora voltou de viagem com sua enteada, Ásura Nower Schaffer, e saiu para a floresta dos arredores da casa da família no dia seguinte. “Ela é um pouco druida. Provavelmente deve ter ido abraçar uma árvore ou fazer algum ritual para a natureza. Na verdade, algumas pessoas de Ottery até viram a Thora fazer isso (porque eu perguntei por aí quando ela não voltou), porém ela acabou não voltando para casa e só desapareceu.” Ao ser questionada sobre a possibilidade do que pode ter acontecido à irmã e se havia alguma observação a ser feita, Angelina observou que Thora tem medo de voar e que “às vezes, anda por aí apenas para sentir a natureza. Não me surpreende se ela tiver se perdido, mas eu acho que não foi isso.”

Quanto à estagiária May, 17 anos, não foi necessário acontecer a sua falta no serviço para que seu desaparecimento fosse constatado pela equipe do Profeta Diário. Assim que se deu conta, seu pai, Heitor Stackhouse Snow, procurou o jornal para ter notícias da filha. May mora na cidade litorânea inglesa de St. Ives com o pai e com a irmã, Reeve Lind Stackhouse, em cima da loja de boticários da família. Ela pertence à Grifinória e, nesse ano letivo, foi aluna destaque do 6º ano.

Sr. Snow contou que Maryse foi vista pela última vez quando entrou às 8h da manhã no trem que ia de St. Ives até a estação de Londres, para visitar seus parentes na mansão dos Stackhouse. O pai ressaltou também que May é conhecida por ser metódica e costuma viajar sozinha, ainda que por distâncias não tão grandes. “Ela sempre cumpre o que fala e os horários. Ela não iria sumir ou fugir por sua vontade, muito menos esquecer de avisar onde se encontra”, disse Heitor. O trem das 8h da manhã deveria chegar aproximadamente às 13h em Londres, porém, às 14h May ainda não tinha aparecido na mansão e seus familiares já estavam preocupados. Infelizmente, o Profeta Diário não conseguiu entrar em contato com os servidores da Estação de Trem Paddington, de St. Ives, ou da estação de Londres, nem com os demais passageiros do trem para deporem sobre o caso.

O medibruxo Jasper Biers Howard, pediatra do Hospital Saint Mungus, deparou-se com o desaparecimento de suas duas filhas. São elas: Arwen Biers Howard, recém-formada de 17 anos e responsável pelo Setor de Imigração e Migração da Grã-Bretanha; e Demetria Biers Howard, conhecida como Dytto, de 13 anos e estudante que acabou de completar o 2º ano de estudos em Hogwarts, na Casa Sonserina. As irmãs moram com o pai na residência da família no vilarejo de Hogsmeade.

“Todos os dias, antes do trabalho, vou até o quarto das meninas para dar-lhe um beijo e conversamos sobre o que será feito no dia. Neste dia, Arwen me disse que não sairia, que iria descansar em casa mesmo, pois havia chegado no dia anterior de uma viagem de férias que fez na França. Ela realmente parecia dizer a verdade, uma vez que seu rosto se mostrava cansaço. Então não faço ideia para onde possa ter ido ou quem a viu depois. Já minha pequena Dytto falou que iria à loja de guloseimas, a Dedosdemel. Quando percebi que ela demorava, fui até o lugar e fiz uma pequena investigação, na qual fiquei sabendo que ela conheceu um jovem. Foi difícil achá-lo. Seu nome é Luc Svan. Ele me garantiu que saíram da loja juntos, mas depois não a viu mais”, declarou o pai, abalado.

Jasper comentou com o jornal que Dytto é uma criança inquieta e levantou a hipótese de seu desaparecimento ter ocorrido por conta de algum tipo de confusão. Arwen, por outro lado, possui uma postura semelhante à de May e não se ausentaria radicalmente sem alertar familiares e amigos. “Dytto pode parecer um pouco intrometida ou dona da razão e de uma confiança invejável, mas não se deixam enganar, é só apenas uma criança que precisa de carinho e cuidado. Eu realmente estou muito preocupado, pois ela é mestre em se manter em encrenca, tanto que Luc Svan confessou que eles cometeram um pequeno delito na última loja na qual foi vista (irei ver os prejuízos que a mesma proporcionou). Ela tem cabelos de vida própria e pode, sei lá, ser confundida como uma criança órfã ou ter sido levada por engano. Agora, o que me preocupa muito é a Arwen. Ela é uma jovem muito correta e nunca sairia por aí sem me avisar. Já entrei em contato com algumas amigas, mas o que mais temia era isto, ela não está em lugar nenhum. Não faço ideia por onde começar, ela não faria isto para me assustar.”

Ao ser procurado pelo PD, o Ministério da Magia mostrou-se discreto para falar sobre os desaparecimentos. Afirmou notar a ocorrência dos mesmos, atribuiu o sumiço das pessoas às criaturas soltas de Vicenzo e afirmou que investigações estão sendo feitas. Tal pronunciamento é coerente, já que o aumento de desaparecimentos também aumentou em outros países que tiveram depósitos de criaturas abertos, como a Rússia. Porém, até o momento, não foi testemunhado nenhum ataque de criaturas na Grã-Bretanha. Por isso, supõe-se que criaturas mágicas aladas soltas em outros países tenham chegado até a Grã-Bretanha pelos céus e causado todos esses desaparecimentos. Thora na floresta, May próxima à janela aberta do trem, Dytto em algum local mais isolado de Hogsmeade e Arwen sozinha em casa seriam vítimas fáceis para esse tipo de criatura sem chamar atenção de ninguém.

Uma possibilidade é o occami, uma criatura perigosa com duas asas e forma de serpente que pode chegar a até quatro metros e meio de altura. Seu crescimento de acordo com o espaço disponível no lugar em que está e seus ovos de prata valiosos são justificativas plausíveis para serem mantidos em depósito por contrabandistas. Outros palpites são alguma espécie de cavalo voador, que chega a ter classificação de XXXX pelo Ministério da Magia; testrálios agressivos e fora de controle após um longo tempo mantidos em cativeiro, o que torna mais compreensível a não percepção do desaparecimento de May no próprio trem ou na ida à mansão, já que tal criatura é invisível à maioria dos bruxos; ou espécies menores e menos mortais de dragões, ou de idade inferior.

No entanto, o próprio Ministério da Magia pode estar errado a respeito dos desaparecimentos, ou a alguns deles, pelo menos. Teria que ter ocorrido diversas coincidências muito grandes para que duas irmãs em lugares completamente diferentes tivessem sido atacadas na mesma hora, pelo mesmo tipo de criatura e com o mesmo comportamento. Surgem então novas possibilidades, como grupos estejam aproveitando da situação instável do mundo bruxo para cometer crimes das mais diversas naturezas, e dessa forma sequestrando bruxos, aleatoriamente ou não, para algum propósito. Espera-se então que as investigações sejam muito cautelosas e precisas para poderem esclarecer com firmeza o que vem causando tais desaparecimentos e como isso pode ser evitado e resolvido, tanto na Grã-Bretanha quanto nos demais países. Se você, leitor, encontrar alguma das desaparecidas, entre em contato com o Ministério da Magia imediatamente. Não bastasse todo esse caos no mundo bruxo, familiares ainda estão desesperados e em busca de suas queridas semelhantes. Devemos nos esforçar para consolar essas famílias e para que tais casos tão misteriosos não fiquem sem uma resposta.

Por: Dakota Addie Báthory O Estatuto Internacional de Sigilo em Magia é a concordata máxima que garante a segurança e manutenção do...


Por: Dakota Addie Báthory

O Estatuto Internacional de Sigilo em Magia é a concordata máxima que garante a segurança e manutenção do segredo sobre a existência da sociedade bruxa perante os trouxas, tendo como meta garantir que os governos bruxos o cumpram com eficiência, evitando quebras no mesmo. Logo, acidentes envolvendo o uso indevido de magia para fins desnecessários representam um perigo inimaginável para a comunidade bruxa, uma vez que a quebra do sigilo mágico poderá, de alguma forma, causar problemas extremamente catastróficos. O incêndio na floresta de Ottery é uma prova bastante clara do que isso representa para nossa sociedade, que há séculos mantém o segredo da existência do nosso mundo intacta, sem grandes violações. Até quando, nós, os bruxos, vamos brincar com a magia como se ela fosse algo banal? Sinceramente, esta é uma pergunta que não pode ser respondida, pois em nossa sociedade sempre tem aqueles que levam na brincadeira os reais perigos que a exposição do nosso mundo poderá causar. De modo geral, não seria nada agradável vermos nossas crianças sendo chamadas de “estranhas”, “anormais”, entre outros adjetivos comumente empregados naqueles que desenvolvem alguma diferença em meio à sociedade considerada como “certa”.

Além de sermos tachados por causa de nossa condição mágica, há ainda a possibilidade de sermos perseguidos, presos ou até mesmo, queimados na fogueira, o que não seria diferente da idade média, quando qualquer pessoa que apresentasse certa anormalidade perante aquilo que era padrão, era condenada a arder nas fogueiras da inquisição. A perseguição às bruxas, ainda mais alimentando pelo massacre de Salém, deu origem a Confederação Internacional dos Bruxos, criada com o intuito de velar pelo véu que separa o nosso mundo do mundo trouxa. Contudo, os riscos a exposições são iminentes, sendo o caso de Ottery St. Catchpole um exemplo bem claro disso, onde adultos conhecedores de todos os perigos que a quebra do sigilo pode causar, de maneira irresponsável, conjuraram o fogo perpétuo, que rapidamente se alastrou pelo lugar, provocando um incêndio, colocando assim em risco os moradores locais. Mas, o pior disso tudo, era que os infratores estavam apenas exibindo suas habilidades mágicas uns para os outros, o que quase resultou num acidente tanto para os nativos da região, assim como, para a sociedade bruxa, uma vez que tal exibição desnecessária quase causara uma ruptura no véu que garante a invisibilidade de nossa sociedade.

O mundo é habitado por pessoas precavidas e por pessoas sem noção, sendo as últimas as principais causadoras de acidentes. Mas, após analisar toda a situação com calma, colocando os prós e os contras em uma bandeja, chega-se na maior das indagações: O que o Ministério da Magia pode fazer em casos assim, além de punir os infratores? Bem, isto, de fato, é uma pergunta que contém uma boa gama de respostas, entretanto, nenhuma delas é o suficiente para resolver à problemática. Enquanto o sigilo mágico existir, riscos de exposição serão iminentes e sempre representarão enorme perigo para a nossa sociedade, que sempre lutou pela manutenção de nosso segredo, mesmo que em alguns momentos da história, alguns bruxos, de algum modo, tentaram quebra-lo e colocar abaixo todos os esforços até então criados. O véu que esconde o nosso mundo tem como função garantir nossa segurança, mantendo assim o equilíbrio entre os dois mundos, a fim de evitar problemas como os que aconteceram na época em que os membros de nossa comunidade foram perseguidos, torturados e queimados a mando das autoridades de sua época.

A situação atual do mundo bruxo não é lá das melhores, após a morte de Vicenzo Bertolini, um famoso contrabandista de criaturas mágicas, vários foram os registros de quebras no sigilo mágico, causadas, principalmente, pelas criaturas que fugiram de seus depósitos ao redor do globo. O incêndio em Ottery é apenas um pequeno ponto no meio de muitos outros que evidencia o tamanho da catástrofe que isso poderá vir a se tornar caso o nosso segredo seja exposto aos trouxas. Por isso, tome bastante cuidado antes de inventar de fazer alguma besteira envolvendo magia em lugares abertos ou, ainda, ao alcance de trouxas.

Por: Narudi Kalitch Miszra Qualquer bruxo que vê a situação atual do mundo pensa mais ou menos a mesma coisa: caos. Sem dúvida, a mo...


Por: Narudi Kalitch Miszra

Qualquer bruxo que vê a situação atual do mundo pensa mais ou menos a mesma coisa: caos. Sem dúvida, a morte de Vicenzo Bertolini chacoalhou bastante o mundo, quem diria que o cara tinha realmente tantas criaturas? O autor aqui que voz fala não é auror e não escreveu muitas noticias policiais na vida, ele não achava que eram possíveis ser tantas. E ainda sim, há alguns que dizem que isso não é tudo, talvez teremos mais depósitos expostos, mais criaturas sendo vistas pelos trouxas, o sigilo mágico ainda mais ameaçado do que já está. Acredite, temos uns extremistas que falam sobre guerras, esperemos que este pensamento não deixe de se tornar um extremismo para uma realidade. Certamente, tudo isso deixa a maioria bruxos assustados, com medo do que o futuro tem a nos reservar, mas eu não me tornei redator pra trazer noticias ruins, e sim trazer noticias boas, e saibam que até no mais pior dos males, os bens podem ser vistos, basta você pegar uma lente de aumento e ir procurando eles pelos cantinhos onde tudo só parece estar escuro.

Acredito que já seja de conhecimento mundial o que o Japão e a Rússia estão passando, se não é, aqui vos digo: o primeiro sofre de um surto de varíola de dragão ao qual já atingiu uma grande massa da população bruxa do pais, ameaçando contaminar um número considerável de trouxas também, enquanto o segundo está passando por ataques de um basilisco, se os boatos estão certos, vilarejos inteiros tiveram boa parte de seus habitantes petrificados. Não há noticias sobre o dragão da espécie Dente de Víbora Peruano contaminado com a varíola ou do basilisco que assola a Rússia terem sido capturados, o que nos indica que mais ataques podem acontecer. O máximo que as autoridades estão conseguindo fazer no atual momento é cuidar daqueles que já sofreram com as consequências da soltura dessas criaturas, a Grã-Bretanha forneceu seus estudantes para ajudar na luta contra as enfermidades, sendo os estudantes de poções os responsáveis pela confecção de poções despetrificantes para todos aqueles que tiveram a triste experiência de olhar o reflexo dos olhos de um basilisco, enquanto os estudantes de medibruxaria foram encarregados de tratar dos doentes por conta da variola de dragão.

Título pretensioso este não? Quem sabe agora com o inicio da matéria você consiga entender o real significado dele. Inicialmente os leitores poderiam afirmar que eu estava dizendo que as nações aqui citadas são inimigas, mas a verdade é que em momentos como esses, de dificuldades, as pessoas tendem a se unir e se ajudar, mesmo que sejam de uma cultura completamente diferente. Talvez essas nações, num passado, realmente tenham sido inimigas, a história nos revela uma porção de conflitos entre regiões, países, mas hoje em dia, além de ligarmos para o caos do mundo, também devemos ligar para o fato de que a dor pode mudar e conscientizar as pessoas, uni-las em um prol, como agora. Sejamos todos amigos para lutar contra o que está acontecendo no nosso mundo e o que ainda está por vir, porque ao que parece, os problemas causados pela morte de Vicenzo ainda estão longe de serem resolvidos.

Por: May Stackhouse S. Hool & Anira Prunella Stackhouse Você já parou e se perguntou até quando os problemas em nosso mundo vão ...


Por: May Stackhouse S. Hool & Anira Prunella Stackhouse

Você já parou e se perguntou até quando os problemas em nosso mundo vão surgi? Até onde vamos para resolvermos quaisquer questões que afetam nosso sigilo mágico ou que põe em perigo os filhos, familiares, parentes, colegas e amigos? Acredito que não devemos parar nossas vidas por isso, creio que por mais que lutemos constantemente contra acidentes de catástrofes, precisamos de luz e brilho dentro de nós, afinal, o que seria de todos sem a felicidade?

Em meio a sérios problemas após a morte do contrabandista famoso de criaturas mágicas Vicenzo Bertolini, uma série de acontecimentos vem abalando nossa existência, o que de fato é muito preocupante. Aqui e ali, podemos encontrar vestígios de criaturas sendo vistas por trouxas... até onde isso vai parar? O Ministério da Magia, juntamente com a população mágica, vem trabalhando para erradicar de uma vez por todas, esse verdadeiro caos. Duas irmãs totalmente diferentes, até mesmo em personalidade, encontram motivos para comemorarem seus aniversários, com familiares e amigos. 

Apesar de passarmos por essa luta diária, convites foram enviados e a festa começou com muita alegria. Onde todos deixaram no lado de fora da mansão da Família Rathbone (comandada pelo Conde Bernardo Gael Rathbone), suas preocupações e focaram apenas na diversão. Provando que apesar de todos os conflitos que encontramos em nosso cotidiano, fora confirmado a presença de ministeriais no evento, como: Ofélia Zarek, Chefe do Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas; Marcus Hyeras, Veruska e Max Rathbone, membros da Força Tarefa. Estavam eles a trabalho? 

Sookie Rathbone McBride Stackhouse e Alexandra Rathbone Stackhouse, ambas completando 16 anos, dançaram durante todo o evento, que aconteceu na Casa no Lago. Conversando com as irmãs, tive a ousadia e o prazer em questionar o motivo da decisão de concretizar tal comemoração mesmo com tantos problemas sérios para nos preocuparmos.

“Pelos amigos! Ficar perto de quem tanto gostamos. Bom... não tem criaturas mágicas loucas soltas em Ottery. Observação sigilosa: A não ser alguns Hyeras *Risos*. A festa era importante para alguma convenção social também. Para minha irmã, um marco na vida de qualquer menina sem dúvidas.” Respondeu Alexandra, 16 anos, sexto ano de Hogwarts.

“No mundo mágico não tem problemas...” Brincou Sookie, mas quando percebeu que se tratava de um assunto sério, não tardou em completar. “Entendo que há sim muitos problemas nesse mundo, mas entendo também que momentos como esse são superiores a qualquer problema. Se um dia tivermos que deixar de comemorar algo por conta dos acontecimentos ruins, infelizmente não festejaríamos nada. Além de que, reunir os amigos, familiares e pessoas tão queridas para mim e minha irmã num só lugar não tem preço, momentos como esse são inesquecíveis e marcam a vida de qualquer pessoa, assim como acabou de marcar a minha.” Concluiu a sextanista em Hogwarts de 16 anos.

Do outro lado do continente meninas se reúnem para um encontro tipicamente adolescente. Um detalhe importante é que nas ilhas caribenhas algumas criaturas mágicas são vistas pelas praias como Claberto, Grindyllows e alguns relatos de uma manta negra que vaga a noite, mortalhas-vivas. O que pode levantar alguns temores sobre se é realmente uma boa ideia reunir em torno de 30 meninas em uma noite de pijamas? AMPO é a Associação das Meninas do Pijamas, a festa foi marcada em um navio nas prioridades da Família Holstein Sparrow.

"O real motivo de termos planejado a festa do pijama foi para sairmos da rotina pacata das férias que costumam acontecer depois do ano letivo. O mundo bruxo está sempre com problemas e é difícil fugir dessa "condição", portanto eu e Sookie Stackhouse buscamos uma saída e criamos a Associação das Meninas do Pijama, um modo para que nós garotas estivéssemos juntas e comemorando juntas essa união, o que foi uma boa forma de fugir das responsabilidades e de fazer jus à nossa diversão." Respondeu Kayla Holstein Campbell, 16 anos, Sétimo ano de Hogwarts.

A única coisa que podemos afirmar é que temos respostas diferentes para uma mesma situação. Ao pensarmos que uma situação caótica no mundo bruxo tenha reflexos inteiramente negativos, ainda podemos ver uma tentativa positiva para isso. Estabelecer relações sociais ou políticas e manter-se unidos levaram a esses eventos. A juventude parece otimista ou muito despreocupada? Nem uma coisa nem outra, todos os cuidados necessários quanto a segurança dos eventos foram tomados. E nenhum dos convidados sumiu ou tiveram expostos ao perigo, ainda que mortalha-vivas estivessem pelas ilhas caribenhas.

Por: Annie Miller Slowli Não é novidade que o dia a dia no Departamento de Cooperação Internacional em Magia do Ministério da Magia...


Por: Annie Miller Slowli

Não é novidade que o dia a dia no Departamento de Cooperação Internacional em Magia do Ministério da Magia Britânico é marcado pela presença de negociantes de diversas nacionalidades e por escrivaninhas lotadas de pergaminhos pedindo por reuniões, nem que todos estão ali em busca de vantagens para seu país. Recentemente, dezenas de documentos de conteúdo específico ainda não divulgado (apesar de certamente envolverem acordos internacionais) simplesmente desapareceram das gavetas de uma das salas de reuniões de tal Departamento. Nesse momento, os principais embaixadores britânicos do Nível 05 do Ministério, incluindo o Chefe do Departamento, Nikolaus McBride, estavam ocupados com a visita diplomática de representantes alemães (que não eram políticos ou outras autoridades, e sim um grupo de civis, cidadãos bruxos comuns) para discutir acordos econômicos entre ambos os países. Um fugitivo supostamente envolvido com esse roubo e de identidade desconhecida driblou os guardas ministeriais no Átrio e conseguiu escapar por meio de uma das lareiras da Rede de Flu. O caso agora está sendo investigado pelo Departamento de Mistérios.

Apesar da motivação incerta do desaparecimento dos documentos (as possibilidades são muitas, desde ele ter sido executado por espiões enviados por governos de outras nações até por grupos de criminosos de interesses próprios), tal acontecimento traz à tona discussões em torno de como acordos internacionais são estabelecidos e qual sua verdadeira viabilidade e reacende o debate sobre a situação dos acordos da Grã-Bretanha com os demais países; tanto os vantajosos, como os acordos com a China, quanto aqueles aparentemente adversos, como os acordos com a própria Alemanha, que são os que mais se sobressaem atualmente. A srta. Hee-young Park Krochan, responsável pelo Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional, destaca como importância geral dos acordos o cumprimento da interação entre a comunidade bruxa: “Um acordo internacional no mundo bruxo é essencial, não só em aspectos econômicos, até porque promove a circulação de dinheiro, mas também em aspectos culturais. A circulação de produtos bruxos entre diversos países promove a integração entre eles. A comunidade bruxa não pode encontrar-se segmentada, dividida. E, aproximando vários países politicamente, é possível garantir que não nos separemos. Se a rede estiver bem integrada, é difícil ter problemas até mesmo com os trouxas, que vivem paralelamente ao nosso mundo.”

Atualmente, das negociações que envolvem o nosso país, podemos destacar como bem-sucedidas as relações com a França e com a China. A proximidade com o primeiro permitiu alianças em uma série de setores de exportação de produtos, como o de recursos para o preparo de poções. Por exemplo, negociações promoveram recentemente uma queda significativa no preço do chifre de arpéu, um ingrediente valorizado e de difícil obtenção. Além disso, como bem salientou a srta. Krochan sobre aspectos culturais, há uma forte troca de tendências de mercado entre ambos os países, como as inovadoras tendências culinárias francesas e a torcida simultânea de times de Quadribol (bem como a venda de seus acessórios personalizados). Já com a China, salientam-se acordos vigentes relacionados ao intercâmbio de estudantes, principalmente os de cursos de especialização. Para um futuro não muito distante, estão sendo discutidas negociações relacionadas à importação de diferentes tipos de madeira muito utilizados em varinhas mágicas pela comunidade bruxa chinesa, mas não pela britânica, como a sequoia.

Nem sempre, porém, um acordo comercial resulta em êxito. Antes de se assinar um termo, há uma série de pesquisas em torno da viabilidade econômica e muitas discussões até se chegar a um senso. Quando mal executadas, abrem margens para que os benefícios se convertam em uma burocracia ineficaz e em obstáculos para comerciantes. “Para poder assinar um novo acordo, são analisados diversos aspectos”, diz Krochan. “Primeiro, a viabilidade econômica deve ser ideal; ambos os países, ou contratualistas, devem ser favorecidos. A gente também se preocupa muito com os produtos. Tem que ser algo que pode e será comprado pelos bruxos do Reino Unido e de Londres, principalmente. Também estudamos a possibilidade do produto ‘substituir’ algum que já parta do nosso comércio interno. Por exemplo, o comércio de tapetes mágicos. Tais tapetes substituiriam, tecnicamente, as vassouras voadoras, caso realmente fossem comprados. E, se não fossem, seria um prejuízo para nós e para os comerciantes.”

O abalo nas relações diplomáticas entre a Alemanha e a Grã-Bretanha, por exemplo, vem se intensificando desde que foi anunciado que a primeira sediaria a Copa Europeia. Desde então, a Alemanha vinha estudando propostas ousadas, como a proibição da entrada de imigrantes britânicos e franceses no país. Segundo o Responsável Pelo Setor de Imigração e Migração da Grã-Bretanha, Christopher Renselman, convidado pelo Profeta Diário para esclarecer do ponto de vista do Ministério da Magia Britânico os acordos econômicos em vigor atualmente, os alemães queriam monopolizar a venda de produtos no evento, produzindo em antemão um excesso de estoque. “Eles apenas não contavam que França e Grã-Bretanha também possuíssem direitos no comércio, o que dividiria os setores internos de venda igualitariamente. Visando ajudar a Alemanha com seus produtos acumulados, a Grã-Bretanha sugeriu escoá-los em um valor mais barato, considerando que eles estavam em 80% acima do preço, e ajudar os germânicos a evitarem um grande prejuízo.”

Os desentendimentos tiveram início, portanto, no momento em que alemães aumentaram de forma exorbitante o preço dos itens vendidos na Copa. Foi apurado que apenas um par de um determinado tipo de luvas de quadribol foi vendida durante todo o evento, por um bruxo que investiu nelas todo o dinheiro que tinha consigo. Já um bruxo chamado Bryan Doncraft recebeu passe VIP para o camarote da final da competição e, por conta desse privilégio, foi confundido com uma celebridade, mas era apenas o dono de uma loja de penhores. Mesmo após a Copa Europeia de Quadribol, porém, a Alemanha continuou tomando medidas para levar vantagens em seus negócios. “Mesmo com a ajuda [oferecida pela Grã-Bretanha durante a Copa], a Alemanha persistiu em rebater da forma mais oportunista possível”, explica o st. Renselman. “Insatisfeitos com a venda barata, eles propuseram aumentar as taxas de exportação e diminuir os preços de importação com a Grã-Bretanha e França, ameaçando cortar os acordos econômicos caso não fossem atendidos. Também decidiram dificultar a entrada de imigrantes em seu território, o que gerou um caos nas fronteiras. Tais sugestões foram fortemente combatidas ao se apresentar a dependência da Alemanha não apenas aos produtos britânicos e franceses (em compra e venda), mas assim como a importância do turismo no país.”

Outro exemplo recente que não vem sendo vantajoso para a Grã-Bretanha é a decisão do Egito de colocar alguns de seus produtos acima do preço do mercado. Entre eles estão ingredientes muito utilizados em poções e que são encontrados apenas em tal país, como escaravelhos dourados do Nilo e couro de crocodilo gigante. Isso desequilibra o mercado quando o custo é repassado ao produto final, pois algumas das poções que utilizam tais ingredientes são medicinais, de modo que pacientes que precisam tomá-las frequentemente deixam de comprar outros produtos relevantes para a economia. Além disso, o Ministério da Magia Egípcio vem apreendendo uma boa quantidade de exportações britânicas e procura proibir a entrada de estudantes de nosso país, de modo a “assegurar a integridade dos estudantes egípcios sobre os recursos de sua terra natal”.

A economia e o sucesso da política de um país têm como uma de suas bases as alianças com outras nações bruxas, trabalho que está nas mãos e na competência de cada embaixador. Qualquer ofensa, desrespeito ou ameaça causado nesse ambiente pode se desenrolar em uma série de prejuízos que afetam toda a comunidade mágica situada nos países envolvidos e fora dele. Apesar de empecilhos que sempre acabam surgindo em meio a tantas negociações, a Grã-Bretanha faz parte de uma série de acordos vantajosos e certamente encontra-se historicamente num bom posicionamento no que se diz a respeito de alianças. Assim, o desaparecimento dos documentos, independentemente de sua motivação e da relevância das escrituras, é algo grave e não deve ser ignorado por autoridades e civis bruxos.

Por: Maëlle Habsburg McCready O que temos sobre o Ministério da Magia é que se trata de uma organização bruxa que proporciona aprim...


Por: Maëlle Habsburg McCready

O que temos sobre o Ministério da Magia é que se trata de uma organização bruxa que proporciona aprimoramentos à população da Grã-Bretanha, seja por segurança ou para abdicar riscos a fim de garantir melhorias às crianças, jovens e adultos, mas como seria o ambiente de trabalho para os funcionários do ministério? Como seria a convivência entre eles? O Profeta Diário sempre tenta trazer algo novo e chocante, mas por que não buscar algo tão simples para tirar as dúvidas do que acontece entre as enormes paredes do Ministério da Magia? Para isso, busquei um dos servidores para tirar algumas dúvidas que nós, da equipe do Profeta Diário, tínhamos e poder entender como funciona o sistema de convívio entre todos os servidores, ministros e até mesmo estagiários de determinados departamentos. É claro, caro leitores, que o que lerão não envolverá segredos e mistérios do ministério justamente por ser assuntos não permitidos. O servidor que aceitou o nosso convite foi o chefe do Departamento de Mistérios, Nicolai Hafnër Braddock.

Profeta Diário: Boa tarde, Sr. Braddock. Nós da equipe do Profeta Diário agradecemos pela sua presença e gostaríamos de iniciar a entrevista fazendo uma pergunta bastante prática. Como é o convívio entre o senhor e os seus colegas de trabalho do Ministério da Magia?

Nicolai: Boa tarde, Maëlle. Eu que agradeço o convite de vocês. Bom, eu passo a maior parte do tempo no meu departamento, então eu tenho maior contato com os ministeriais do Nivel 9. O trabalho no Departamento de Mistérios geralmente é feito coletivamente entre todos os inomináveis, então temos uma convivência harmoniosa pra que nada saia errado.

Profeta Diário: Certo. O Departamento de Mistérios lida muito com situações corriqueiras de bruxos em si, poderia me dizer com o que o senhor costuma assumir dentro do departamento?

Nicolai: Bom, a coisa mais corriqueira na minha função é em relação ao registro das varinhas dos bruxos na Grã Bretanha, algo que se faz necessário para que tenhamos noção caso seja achada uma varinha perdida, geralmente em alguma cena suspeita.

Profeta Diário: Como chefe do nível e dos demais servidores que correspondem a ele, é difícil se atentar a tudo e a todos com tamanha responsabilidade? Como costuma resolver algum problema no departamento, seja ele profissional ou pessoal com um específico servidor?

Nicolai: Realmente é um trabalho muito complexo coordenar o trabalho de todos os outros servidores, ainda mais dentro do Departamento de Mistérios que é responsável por diversas coisas. Sendo assim, sempre peço para que os demais ministeriais me enviem relatórios do que foi feito ao final de cada dia, para que eu possa ter uma noção geral. Quanto a problemas, dificilmente estes ocorrem, pois os Inomináveis antes de assumir o cargo passam por rigoroso treinamento devido a situações perigosas que podem ocorrer se estes forem mal instruídos.

Profeta Diário: É um trabalho intenso, mas tirando os servidores ministeriais, tenho ciência que há estagiários dentro do departamento, assim com maior peso de funcionários. Para nós encerrarmos, como os estagiários são alunos de Hogwarts, portanto adolescentes, eles têm muitas dificuldades ou cooperam bastante e fazem seus serviços com êxito?

Nicolai: O trabalho dos estagiários, na verdade, é realizado com muita facilidade pelos jovens. Acho que isso se deve ao fato de que o serviço que eles realizam seja predominantemente burocrático, apesar de que em alguns setores nos utilizamos a ajuda dos estudantes, mas claro que nada que ofereça qualquer tipo de perigo.

Profeta Diário: Chegamos ao fim da nossa entrevista, muito obrigada por nos conceder essa entrevista, Sr. Braddock!

Nicolai: O prazer foi todo meu!

Agradecemos o comparecimento de Nicolai Hafnër Braddock, ajudando-nos a entender o que se passa dentro do Ministério da Magia de um modo mais amplo e de maneira mais simples.

Por: Annie Miller Slowli Não é de agora que a população bruxa permanece atenta às ações governamentais e usa seu direito de expressão...


Por: Annie Miller Slowli

Não é de agora que a população bruxa permanece atenta às ações governamentais e usa seu direito de expressão para influenciar os processos políticos. O princípio da soberania popular vem sendo priorizado desde o estabelecimento do Ministério da Magia, tanto no papel de escolha do Ministro da Magia quanto no atendimento da opinião pública por parte dele e de demais autoridades. Desafortunadamente, essa convicção só foi resgatada muitos anos depois pela população trouxa. A integração que o regime democrático proporciona permite que cada vez mais os cidadãos expressem suas opiniões políticas e ajam para que elas sejam atendidas, seja através da ouvidoria do Ministério da Magia ou de uma simples posição tomada diante de uma roda de amigos, formando um importante passo para o debate e para a resolução de questões sociais pertinentes ao nosso encargo. Mas nem todos os aspectos do sistema político atual estimulam a participação dos civis, como a impossibilidade da criação de projetos de lei de iniciativa popular e da realização de audiências públicas.

Para evitar a desvalorização dos votos dos eleitores e reconhecer a mudança de satisfação da população ao longo do tempo, a eleição do Ministro da Magia acontece no máximo a cada sete anos. Por outro lado, o escolhido pode ser reeleito sem um limite de vezes. Estabelece-se então um limite de tempo de mandato que a própria população prevê, podendo durar apenas sete anos (como aconteceu com o ministro Perseus Parkinson após sua tentativa de aprovar uma lei que tornava ilegal o casamento com trouxas) quanto algumas décadas: Faris Spavin ficou 38 anos no cargo e apenas decidiu deixá-lo voluntariamente aos 147 anos. No geral, o histórico de bruxos que assumiram o comando do Ministério é competente, podendo-se atribuir em parte a preservação da participação popular a esse fato. Porém, não foi suficiente para que fosse estipulada a necessidade de um profissional que advogue as causas de réus. Atualmente, quase não vemos alguém com conhecimentos jurídicos na defesa de um acusado, além das testemunhas; e quando acontece, não se trata de um profissional no assunto. Ainda que a Suprema Corte dos Bruxos sempre demonstre precisão em suas decisões, não podemos descartar em nome de sua competência o direito à ampla defesa.

A população acompanha cada nova medida tomada, pressionando aquelas com a quais não concorda e apoiando as que lhe beneficiarão. É de praxe sempre estar atento às notícias no mundo bruxo, apesar de ser necessário atuar de forma mais veemente na política. Raramente movimentos sociais e manifestações são organizadas em prol de alguma causa. Mesmo que ignoradas atualmente, são duas formas muito eficientes de proferir as mudanças que a sociedade deseja, ainda mais se considerarmos o fato de que o Ministro da Magia é o único cargo eleito democraticamente, deixando-nos sem outros governantes a quem recorrer e cobrar providências diretamente. Ao longo de nossa história, organizações como a Sociedade de Apoio aos Abortos (que auxiliava os abortos que viviam no Mundo Bruxos) e a Campanha para Maior Liberdade de Bruxos (que evitou regulações ministeriais sobre a forma como os bruxos celebravam o Halloween) chamaram a atenção de todo o público para seus princípios e deixaram seu legado.

A sociedade mágica tem um histórico repugnante em relação ao sangue trouxa, avesso a pessoas não mágicas, a nascidos-trouxas e a mestiços, mas que vem melhorando ao longo do tempo. A pureza de sangue sempre foi venerada, sendo, por exemplo, uma condição para o aluno ser ensinado em Hogwarts por Salazar Slytherin em outrora. Ganhou força com a vigência do Estatuto Internacional do Sigilo, pois bruxos evitavam o casamento com trouxas para que estes não descobrissem a existência da magia. Isso refletiu na política, pois a sociedade começou a participar dela mais ativamente simplesmente por medo de que Ministros trouxas interferissem em nossos assuntos, caso nos mostrássemos incapazes de resolvê-los sozinhos. Atualmente, com a conscientização de que não existe um sangue superior e que conclusões diferentes a essa geram eventos desastrosos, passamos a atuar politicamente pela preocupação em exercer e cobrar nossos direitos, e não por medo de alguma intervenção dos trouxas.

Estamos em uma época onde os bruxos estão mais racionais sobre questões que envolvem a coletividade, apesar da resistência de uma parcela significativa. Somos capazes de ponderar sobre pontos de vista alheios, uma conduta inadmissível em tempos sombrios pelos quais passamos. Momentos em que eleições populares foram interrompidas e personalidades autoritárias concentraram muito poder em suas mãos. Ainda há muito o que ser desenvolvido, sem dúvidas. O acesso à transparência, por exemplo, é restrito com a falta de divulgação de dados gerais e de despesas do Ministério da Magia. Mas, com a evolução crescente de nossa tolerância e participação, poderemos alcançar uma sociedade mais virtuosa e um sistema franco e receptivo.

Por: Peter Chthon Donati Estamos mais ligados ao mundo Trouxa do que muitos querem acreditar. Nada deixa isso mais claro do que a c...



Por: Peter Chthon Donati

Estamos mais ligados ao mundo Trouxa do que muitos querem acreditar. Nada deixa isso mais claro do que a crise que vivemos. Não é segredo que nossa economia não está bem. Entramos em uma das piores crises econômicas que nossa sociedade já viu, e um dos grandes motivos disso é a interligação que fizemos com o mundo não-mágico. Há 60 anos, o Reino Unido passou por um dos piores momentos econômicos da sua história. Não há razão para explicar detalhadamente sobre esse período, mas o que vale ressaltar é que o mundo mágico nem se deu conta disso. Nem se deu conta de que os Trouxas viviam um período tão complicado. Talvez os únicos que tinham um pouco de conhecimento sobre isso eram os nascidos-trouxas e, em menor escala, os mestiços. O motivo para que vivêssemos nossas vidas sem nem dar importância para esse fato, era que naquela época as coisas eram diferentes. 

Naqueles tempos, o mundo mágico possuía uma economia completamente independente e todo o capital girava dentro da nossa sociedade. Com o avanço dos anos, com o fim da guerra, e até a diminuição da intolerância contra os Trouxas, a gente se viu cada vez mais envolvido com a cultura deles. Com o modo com que as pessoas sem magia viviam. Podemos até dizer que hoje em dia é muito raro encontrar alguém fechado completamente no modo tradicional com que nossa sociedade funcionava. Hoje todo mundo conhece um pouco sobre as tecnologias inventadas pela sociedade não-mágica, e possivelmente os professores de Estudos dos Trouxas estejam com seus empregos ameaçados, pois grande parte dos novos alunos sabem cada vez mais do que os docentes. Outro fator que cresceu muito nos últimos tempos, foi que as próprias famílias bruxas começaram a abrir negócio no mundo Trouxa, muitas chegaram inclusive a enriquecer grandiosamente por conta disso. E lógico que isso foi ótimo. 

Por um longo período, essa interligação nos tornou mais fortes, mais complacentes, e talvez até mais visionários. Só que infelizmente não foram apenas benefícios que essa nossa abertura para o mundo mágico se baseou. A prova disso foi o ano de 2008, quando uma crise de dimensões globais se instalou afetando os países trouxas capitalistas e avançados, fazendo com que a economia declinasse vertiginosamente. E nós, que 60 anos atrás vivíamos alheios ao que acontecia na sociedade não-mágica, sentimos na pele todos os efeitos antes vistos apenas pelos trouxas. Famílias bruxas que tinham sua renda vinda de negócios trouxas, começaram a decretar falência. As pessoas comuns, que não tinham grandes cargos no Ministério da Magia, no St. Mungus, ou Hogwarts e que tinham visto uma chance de prosperar em empresas não-mágicas, começaram a ser demitidas. E de repente ninguém mais tinha dinheiro para nada. 

Foi nesse momento que o mercado, único e exclusivamente bruxo, começou a notar os efeitos da crise, pois se o povo não era pago pelos Trouxas, se os salários eram baixos, e a conversão da libra em galeões rendia uma miséria, ninguém mais tinha condições para comprar, e sem clientes a coisa começou a ficar mais séria. Ainda hoje, a taxa de desemprego é altíssima. Toda a economia segue fragilizada e analisando todas as medidas feitas pelo governo até então, eu noto que demorará um bom tempo até que conseguimos nos reerguer. O número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumentou exponencialmente, e cada vez mais a coisa tende a piorar. Eu creio que muitos leitores, nesse momento, devem estar esbravejando contra a sociedade não-mágica. Possivelmente alguém mais conservador deve estar repetindo as asneiras que fomos obrigados a escutar durante a segunda guerra. 

Entretanto, é importante deixar bem claro, que não, a culpa não é da evolução que a gente teve ao absorver a cultura Trouxa. A culpa é do governo que não faz nada de considerável para resolver isso. Porque quando uma debandada de bruxos começaram a sair do nosso mundinho, a explorar o mundo Trouxa, e a trabalhar, o Ministério da Magia achou a melhor coisa do mundo, porque de repente toda aquela gente desempregada, toda aquela gente que vivia na pobreza, começaram a prosperar sem que o governo precisasse levantar um único dedo para isso. Nosso nível de vida aumentou, e o Ministério não precisou gastar um nuque para isso. Só que agora, que a gente perdeu todo o apoio, todo o suporte que o mundo Trouxa nos dava, finalmente as máscaras caíram, porque estamos vendo exatamente a ineficiência dos governantes. O que os Trouxas fizeram por nós foi nos dar uma oportunidade, foi nos dar tempo, e também foi nos cegar para a real situação que o mundo mágico vivia. Tenham isso em mente: Se nós não tivéssemos nos interligado tão fortemente com toda a sociedade não-mágica, toda essa crise que vivemos hoje, teria ocorrido bem antes. Eu só peço a todos que entendam isso, e cobrem providências.