Bem vindos a mais uma edição do Profeta Diário! Nesta edição vamos nos inteirar um pouco mais sobre o que acontece em torno do lugar on...

Bem vindos a mais uma edição do Profeta Diário!

Nesta edição vamos nos inteirar um pouco mais sobre o que acontece em torno do lugar onde vivemos, dos acordos políticos e de problemas comerciais. Também falaremos a respeito do progresso da saúde bruxa e de como isso melhora a condição de vida dos bruxos. Apesar do ano letivo já estar se encerrando, nossa redatora júnior contará um pouquinho das novidades do ano letivo e até mesmo a vice-diretora de Hogwarts deixou uma mensagem aos novos alunos!

Boa leitura!
Éire Avalon B. Sparrow
Editora Chefe do Profeta Diário

Por: Annie Miller Slowli Não é novidade que o dia a dia no Departamento de Cooperação Internacional em Magia do Ministério da Magia...


Por: Annie Miller Slowli

Não é novidade que o dia a dia no Departamento de Cooperação Internacional em Magia do Ministério da Magia Britânico é marcado pela presença de negociantes de diversas nacionalidades e por escrivaninhas lotadas de pergaminhos pedindo por reuniões, nem que todos estão ali em busca de vantagens para seu país. Recentemente, dezenas de documentos de conteúdo específico ainda não divulgado (apesar de certamente envolverem acordos internacionais) simplesmente desapareceram das gavetas de uma das salas de reuniões de tal Departamento. Nesse momento, os principais embaixadores britânicos do Nível 05 do Ministério, incluindo o Chefe do Departamento, Nikolaus McBride, estavam ocupados com a visita diplomática de representantes alemães (que não eram políticos ou outras autoridades, e sim um grupo de civis, cidadãos bruxos comuns) para discutir acordos econômicos entre ambos os países. Um fugitivo supostamente envolvido com esse roubo e de identidade desconhecida driblou os guardas ministeriais no Átrio e conseguiu escapar por meio de uma das lareiras da Rede de Flu. O caso agora está sendo investigado pelo Departamento de Mistérios.

Apesar da motivação incerta do desaparecimento dos documentos (as possibilidades são muitas, desde ele ter sido executado por espiões enviados por governos de outras nações até por grupos de criminosos de interesses próprios), tal acontecimento traz à tona discussões em torno de como acordos internacionais são estabelecidos e qual sua verdadeira viabilidade e reacende o debate sobre a situação dos acordos da Grã-Bretanha com os demais países; tanto os vantajosos, como os acordos com a China, quanto aqueles aparentemente adversos, como os acordos com a própria Alemanha, que são os que mais se sobressaem atualmente. A srta. Hee-young Park Krochan, responsável pelo Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional, destaca como importância geral dos acordos o cumprimento da interação entre a comunidade bruxa: “Um acordo internacional no mundo bruxo é essencial, não só em aspectos econômicos, até porque promove a circulação de dinheiro, mas também em aspectos culturais. A circulação de produtos bruxos entre diversos países promove a integração entre eles. A comunidade bruxa não pode encontrar-se segmentada, dividida. E, aproximando vários países politicamente, é possível garantir que não nos separemos. Se a rede estiver bem integrada, é difícil ter problemas até mesmo com os trouxas, que vivem paralelamente ao nosso mundo.”

Atualmente, das negociações que envolvem o nosso país, podemos destacar como bem-sucedidas as relações com a França e com a China. A proximidade com o primeiro permitiu alianças em uma série de setores de exportação de produtos, como o de recursos para o preparo de poções. Por exemplo, negociações promoveram recentemente uma queda significativa no preço do chifre de arpéu, um ingrediente valorizado e de difícil obtenção. Além disso, como bem salientou a srta. Krochan sobre aspectos culturais, há uma forte troca de tendências de mercado entre ambos os países, como as inovadoras tendências culinárias francesas e a torcida simultânea de times de Quadribol (bem como a venda de seus acessórios personalizados). Já com a China, salientam-se acordos vigentes relacionados ao intercâmbio de estudantes, principalmente os de cursos de especialização. Para um futuro não muito distante, estão sendo discutidas negociações relacionadas à importação de diferentes tipos de madeira muito utilizados em varinhas mágicas pela comunidade bruxa chinesa, mas não pela britânica, como a sequoia.

Nem sempre, porém, um acordo comercial resulta em êxito. Antes de se assinar um termo, há uma série de pesquisas em torno da viabilidade econômica e muitas discussões até se chegar a um senso. Quando mal executadas, abrem margens para que os benefícios se convertam em uma burocracia ineficaz e em obstáculos para comerciantes. “Para poder assinar um novo acordo, são analisados diversos aspectos”, diz Krochan. “Primeiro, a viabilidade econômica deve ser ideal; ambos os países, ou contratualistas, devem ser favorecidos. A gente também se preocupa muito com os produtos. Tem que ser algo que pode e será comprado pelos bruxos do Reino Unido e de Londres, principalmente. Também estudamos a possibilidade do produto ‘substituir’ algum que já parta do nosso comércio interno. Por exemplo, o comércio de tapetes mágicos. Tais tapetes substituiriam, tecnicamente, as vassouras voadoras, caso realmente fossem comprados. E, se não fossem, seria um prejuízo para nós e para os comerciantes.”

O abalo nas relações diplomáticas entre a Alemanha e a Grã-Bretanha, por exemplo, vem se intensificando desde que foi anunciado que a primeira sediaria a Copa Europeia. Desde então, a Alemanha vinha estudando propostas ousadas, como a proibição da entrada de imigrantes britânicos e franceses no país. Segundo o Responsável Pelo Setor de Imigração e Migração da Grã-Bretanha, Christopher Renselman, convidado pelo Profeta Diário para esclarecer do ponto de vista do Ministério da Magia Britânico os acordos econômicos em vigor atualmente, os alemães queriam monopolizar a venda de produtos no evento, produzindo em antemão um excesso de estoque. “Eles apenas não contavam que França e Grã-Bretanha também possuíssem direitos no comércio, o que dividiria os setores internos de venda igualitariamente. Visando ajudar a Alemanha com seus produtos acumulados, a Grã-Bretanha sugeriu escoá-los em um valor mais barato, considerando que eles estavam em 80% acima do preço, e ajudar os germânicos a evitarem um grande prejuízo.”

Os desentendimentos tiveram início, portanto, no momento em que alemães aumentaram de forma exorbitante o preço dos itens vendidos na Copa. Foi apurado que apenas um par de um determinado tipo de luvas de quadribol foi vendida durante todo o evento, por um bruxo que investiu nelas todo o dinheiro que tinha consigo. Já um bruxo chamado Bryan Doncraft recebeu passe VIP para o camarote da final da competição e, por conta desse privilégio, foi confundido com uma celebridade, mas era apenas o dono de uma loja de penhores. Mesmo após a Copa Europeia de Quadribol, porém, a Alemanha continuou tomando medidas para levar vantagens em seus negócios. “Mesmo com a ajuda [oferecida pela Grã-Bretanha durante a Copa], a Alemanha persistiu em rebater da forma mais oportunista possível”, explica o st. Renselman. “Insatisfeitos com a venda barata, eles propuseram aumentar as taxas de exportação e diminuir os preços de importação com a Grã-Bretanha e França, ameaçando cortar os acordos econômicos caso não fossem atendidos. Também decidiram dificultar a entrada de imigrantes em seu território, o que gerou um caos nas fronteiras. Tais sugestões foram fortemente combatidas ao se apresentar a dependência da Alemanha não apenas aos produtos britânicos e franceses (em compra e venda), mas assim como a importância do turismo no país.”

Outro exemplo recente que não vem sendo vantajoso para a Grã-Bretanha é a decisão do Egito de colocar alguns de seus produtos acima do preço do mercado. Entre eles estão ingredientes muito utilizados em poções e que são encontrados apenas em tal país, como escaravelhos dourados do Nilo e couro de crocodilo gigante. Isso desequilibra o mercado quando o custo é repassado ao produto final, pois algumas das poções que utilizam tais ingredientes são medicinais, de modo que pacientes que precisam tomá-las frequentemente deixam de comprar outros produtos relevantes para a economia. Além disso, o Ministério da Magia Egípcio vem apreendendo uma boa quantidade de exportações britânicas e procura proibir a entrada de estudantes de nosso país, de modo a “assegurar a integridade dos estudantes egípcios sobre os recursos de sua terra natal”.

A economia e o sucesso da política de um país têm como uma de suas bases as alianças com outras nações bruxas, trabalho que está nas mãos e na competência de cada embaixador. Qualquer ofensa, desrespeito ou ameaça causado nesse ambiente pode se desenrolar em uma série de prejuízos que afetam toda a comunidade mágica situada nos países envolvidos e fora dele. Apesar de empecilhos que sempre acabam surgindo em meio a tantas negociações, a Grã-Bretanha faz parte de uma série de acordos vantajosos e certamente encontra-se historicamente num bom posicionamento no que se diz a respeito de alianças. Assim, o desaparecimento dos documentos, independentemente de sua motivação e da relevância das escrituras, é algo grave e não deve ser ignorado por autoridades e civis bruxos.

Por: Maëlle Habsburg McCready O que temos sobre o Ministério da Magia é que se trata de uma organização bruxa que proporciona aprim...


Por: Maëlle Habsburg McCready

O que temos sobre o Ministério da Magia é que se trata de uma organização bruxa que proporciona aprimoramentos à população da Grã-Bretanha, seja por segurança ou para abdicar riscos a fim de garantir melhorias às crianças, jovens e adultos, mas como seria o ambiente de trabalho para os funcionários do ministério? Como seria a convivência entre eles? O Profeta Diário sempre tenta trazer algo novo e chocante, mas por que não buscar algo tão simples para tirar as dúvidas do que acontece entre as enormes paredes do Ministério da Magia? Para isso, busquei um dos servidores para tirar algumas dúvidas que nós, da equipe do Profeta Diário, tínhamos e poder entender como funciona o sistema de convívio entre todos os servidores, ministros e até mesmo estagiários de determinados departamentos. É claro, caro leitores, que o que lerão não envolverá segredos e mistérios do ministério justamente por ser assuntos não permitidos. O servidor que aceitou o nosso convite foi o chefe do Departamento de Mistérios, Nicolai Hafnër Braddock.

Profeta Diário: Boa tarde, Sr. Braddock. Nós da equipe do Profeta Diário agradecemos pela sua presença e gostaríamos de iniciar a entrevista fazendo uma pergunta bastante prática. Como é o convívio entre o senhor e os seus colegas de trabalho do Ministério da Magia?

Nicolai: Boa tarde, Maëlle. Eu que agradeço o convite de vocês. Bom, eu passo a maior parte do tempo no meu departamento, então eu tenho maior contato com os ministeriais do Nivel 9. O trabalho no Departamento de Mistérios geralmente é feito coletivamente entre todos os inomináveis, então temos uma convivência harmoniosa pra que nada saia errado.

Profeta Diário: Certo. O Departamento de Mistérios lida muito com situações corriqueiras de bruxos em si, poderia me dizer com o que o senhor costuma assumir dentro do departamento?

Nicolai: Bom, a coisa mais corriqueira na minha função é em relação ao registro das varinhas dos bruxos na Grã Bretanha, algo que se faz necessário para que tenhamos noção caso seja achada uma varinha perdida, geralmente em alguma cena suspeita.

Profeta Diário: Como chefe do nível e dos demais servidores que correspondem a ele, é difícil se atentar a tudo e a todos com tamanha responsabilidade? Como costuma resolver algum problema no departamento, seja ele profissional ou pessoal com um específico servidor?

Nicolai: Realmente é um trabalho muito complexo coordenar o trabalho de todos os outros servidores, ainda mais dentro do Departamento de Mistérios que é responsável por diversas coisas. Sendo assim, sempre peço para que os demais ministeriais me enviem relatórios do que foi feito ao final de cada dia, para que eu possa ter uma noção geral. Quanto a problemas, dificilmente estes ocorrem, pois os Inomináveis antes de assumir o cargo passam por rigoroso treinamento devido a situações perigosas que podem ocorrer se estes forem mal instruídos.

Profeta Diário: É um trabalho intenso, mas tirando os servidores ministeriais, tenho ciência que há estagiários dentro do departamento, assim com maior peso de funcionários. Para nós encerrarmos, como os estagiários são alunos de Hogwarts, portanto adolescentes, eles têm muitas dificuldades ou cooperam bastante e fazem seus serviços com êxito?

Nicolai: O trabalho dos estagiários, na verdade, é realizado com muita facilidade pelos jovens. Acho que isso se deve ao fato de que o serviço que eles realizam seja predominantemente burocrático, apesar de que em alguns setores nos utilizamos a ajuda dos estudantes, mas claro que nada que ofereça qualquer tipo de perigo.

Profeta Diário: Chegamos ao fim da nossa entrevista, muito obrigada por nos conceder essa entrevista, Sr. Braddock!

Nicolai: O prazer foi todo meu!

Agradecemos o comparecimento de Nicolai Hafnër Braddock, ajudando-nos a entender o que se passa dentro do Ministério da Magia de um modo mais amplo e de maneira mais simples.

Por: Narudi Kalitch Miszra Beco Diagonal. Sem dúvida o lugar mais visitado pelos bruxos, e nem sempre para comprar os materiais esc...


Por: Narudi Kalitch Miszra

Beco Diagonal. Sem dúvida o lugar mais visitado pelos bruxos, e nem sempre para comprar os materiais escolares. Sim, o local é bem conhecido por possuir tudo o que um aluno de Hogwarts precisa, desde roupas até animais de estimação, mas não esquecemos da maior instituição do local: o Banco Gringotes. O banco é frequentados por bruxos em todas as épocas do ano, não preciso nem dizer o porque disso, é bastante autoexplicativo o fato de todo bruxo precisar guardar seu dinheiro e bens preciosos ou retira-los quando preferir, essa instituição faz com que o Beco Diagonal seja sempre frequentado. É de fato um centro do comércio, mas o que está por trás da maré de desemprego que reina no Beco? Exatamente, apesar do local ser um dos mais movimentados e sempre se auto sustentar são pouquíssimas as vagas de emprego do local que estão de fato preenchidas, a maioria continua vaga, algumas até por um tempo considerável. O que aconteceu com aqueles que tem a pretensão de se tornarem comerciantes? Se você tem interesse em debater este assunto, continue lendo essa matéria e especule comigo o porque desse estranho fato.

Podem ser vários motivos. Os salários oferecidos talvez? Correm os boatos que eles são mais baixos que os oferecidos em outros lugares, como Hogsmeade, exatamente pelo Beco Diagonal ser um local muito comum, ou seja, mesmo que alguém se demita dele, será muito fácil conseguir uma pessoa nova. Ao meu ver foi a justificativa mais deturpada que eu ouvi nessa minha investigação, primeiro porque claramente não estaria funcionando a lógica, a falta de interesse no emprego ali esta rolando solta, se fosse assim tão fácil arranjar uma pessoa não teriam tantas vagas abertas, e eu mesmo fiz uma comparação entre os salários do Beco Diagonal e de Hogsmeade, são na mesma faixa, nenhuma injustiça. Isso nos leva então a procurar um outro motivo, perguntei para várias pessoas porque elas não trabalhariam no Beco Diagonal e muitas responderam que simplesmente não conseguiriam trabalhar num lugar tão agitado, não saberiam lidar com a pressão de ter clientes praticamente por todas as horas de trabalho, ainda mais no período de inicio de aulas, quando é praticamente impossível andar no Beco sem esbarrar em várias pessoas de tão cheio que ele fica. Sim, o estresse que o trabalho proporciona pode ser um dos fatores, mas ainda sim, não acredito que seja o principal, conversar com muitas pessoas a respeito deste assunto me fez pensar em uma justificava muito melhor.

Hoje em dia o que as crianças querem ser quando crescer? Certamente não será um comerciante do Beco Diagonal. Esse pensamento ainda se estende para os jovens ao qual estudam, a maioria atualmente pensam em profissões promissores, trabalhar como um servidor do ministério da magia, como um docente de Hogwarts, um medibruxo renomado. Também existem aqueles que não querem saber de nada disso e querem viver as aventuras que o mundo tem para oferecer, como por exemplo se tornar um magizoologista, explorar as escrituras tentando decifrar os segredos da alquimia ou os mistério da arte do ritualismo. A resposta do porque as vagas de emprego para o Beco Diagonal estarem abertas e não serem pegas em muito tempo é simples: desinteresse. O mundo bruxo se diversificou, o que antes pouco era sabido agora esta sendo espalhado por todos, hoje em dia os jovens conhecem matérias diferentes que lhes atraem, fazendo-os simplesmente continuar estudando as mesmas e vivendo sob este desejo de descobrir, outros almejam carreiras renomadas, os jovens de hoje em dia estão pretensiosos e poucos querem a vida pacata de se tornar um comerciante do Beco Diagonal. A pretensão é assim tão ruim? Eu pergunto a vocês. Certamente não está sendo muito bom para os lojistas do Beco Diagonal que desejam contratar um novo ajudante, mas as cabeças jovens estão se tornando mais pensativas, hoje em dia bruxos jovens chegam até a querer desbravar o mundo trouxa e conhece-lo de cabo a rabo, sem mais preconceitos. Esta pretensão não deve ser encarada de forma má, ainda que infelizmente eu não tenha uma solução para apresentar aos lojistas preocupados com o status eterno da "vaga aberta".

Por: Annie Miller Slowli Quando comparadas ao avanço fulminante da sociedade trouxa, não importando o período de tempo considerado,...


Por: Annie Miller Slowli

Quando comparadas ao avanço fulminante da sociedade trouxa, não importando o período de tempo considerado, as mudanças ocorridas na sociedade bruxa sempre deixam a impressão de que temos o mesmo estilo de vida há séculos. De fato, existem muitos costumes que parecem fazer parte da cultura bruxa desde o início dos tempos: castelos de pedra, chapéus pontudos, um caldeirão de estanho no fogo e uma varinha do Olivaras em mãos. Mas, se compararmos mais a fundo a sociedade bruxa atual àquela de mil anos atrás, podemos perceber que o desenvolvimento de nossa sociedade não é tão estagnado assim. Um ramo que passou por diversas modificações (lentas, porém cruciais para a nossa prosperidade) foi o da saúde bruxa.

Antigamente, um bruxo comum não possuía a capacidade de fazer e muito menos de inventar processos medicinais que iam além de necessidades cotidianas, como a cicatrização de ferimentos por meio de feitiços curativos simples. A explicação para fenômenos mágicos e naturais ficava a cargo de grandes estudiosos. Muitas vezes, tratavam-se de alquimistas, cujos experimentos e descobertas de processos químicos impactaram a forma como a manipulação da natureza é feita. Por exemplo, seus estudos sobre a transmutação de substâncias são atualmente a base para a elaboração de novas receitas de poções mágicas. Tanto a alquimia (que necessitava utilizar conceitos e símbolos de áreas esotéricas para manter seu sigilo e padronizar definições usadas para nomear processos químicos) quanto o conhecimento popular conversavam muito com outros campos, como a mitologia, a adivinhação e a astrologia. Tem-se em vista que o preparo de medicamentos era repleto de misticismo, como ter que preparar a poção em determinado dia da semana, assim como a sua aplicação, que poderia variar de acordo com o signo da pessoa debilitada. Muitas vezes, a tentativa de recorrer ao sobrenatural para curar alguém derivava do desconhecimento de qual doença atingira a pessoa debilitada ou do engano com outras doenças mágicas (que podiam nem mesmo existir). Geralmente entre as famílias cujos jovens recebiam educação formal, havia um conflito entre os costumes hereditários com o que era ensinado na escola.


A saúde bruxa naquela época não contava com grandes caprichos. Os recursos naturais eram o material mais palpável para as soluções rotineiras, visto que muitos bruxos não tinham instrução. Logo, o uso de ervas e seus derivados eram ainda mais relevantes que atualmente; porém, limitava-se a ervas comuns, que podiam ser cultivadas em casa ou encontradas facilmente na natureza. Prevalecia também a assistência médica doméstica, desempenhada entre os próprios familiares ou por medibruxos tradicionais muitas vezes sem a formação adequada. Foi apenas com a invenção do Pó de Flu no século 13 por Ignatia Wildsmith que bruxos de vilarejos e outras locações mais distantes puderam passar a se transportar com facilidade para centros bruxos, onde poderiam encontrar soluções para doenças mais graves, por exemplo. Um século depois, uma longa e triste marca na história da saúde bruxa teve início: os surtos de varíola de dragão, doença que foi letal para muitos bruxos e que perdurou por duzentos anos, até Gunhilda de Gorsemoor descobrir a sua cura.

No século 17, com a fundação do Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos, houve uma revolução na qualidade de vida da comunidade bruxa britânica. A partir de então, os bruxos que necessitavam de algum tratamento não precisariam mais recorrer a métodos tradicionais duvidosos ou contar com experiências místicas para alcançar a cura. Um estabelecimento público com uma estrutura adequada e profissionais realmente especialistas em saúde bruxa estava à disposição de quem precisasse do mesmo. Um importante papel dessa instituição foi também orientar a comunidade a maneira correta de prevenir e combater determinadas doenças, principalmente aquelas que podiam ser tratadas em casa. Já com a fundação do Ministério da Magia em 1707, a atuação do poder pública tornou-se mais eficaz e organizada. Com o regulamento da venda de poções e ervas, passou-se a fiscalizar o processo de fabricação de medicamentos, evitando que poções fraudulentas chegassem aos consumidores.


A educação bruxa formal modificou aos poucos o antigo cenário da existência de poucas figuras estudiosas para uma sabedoria cada vez mais descentralizada ao propiciar um aumento no número de profissionais da saúde bruxa ou relacionados a ela, como curandeiros, mestres em poções e especialistas em herbologia. Inevitavelmente, houve avanço tanto na integridade de métodos científicos quanto na diversidade de novas descobertas, como o desenvolvimento de feitiços curativos, poções cada vez mais eficazes e o estudo de plantas medicinais. Também, deve-se ao desenvolvimento da economia a disponibilidade e as constantes melhoras na qualidade de ferramentas e ingredientes para poções.

O contexto atual da saúde bruxa, depois de tantas mudanças, apresenta uma excelente qualidade de processos medicinais. O tratamento de doenças e lesões baseia-se o máximo possível no uso de feitiços curativos, método muito mais rápido e preciso do que a cura de antigamente baseada em plantas, que possui um processo demorado até que as ervas estejam em mãos, prontas para uso. E, se o caso não puder ser resolvido com o uso de um feitiço curativo e requerer especificamente a aplicação de uma erva, pode-se obter prontamente plantas de diferentes raridades em lojas especializadas, sem precisar ter uma plantação delas na estufa de casa. A facilidade de acesso a frascos de poções e suas fórmulas por toda a comunidade bruxa é outro importante fator para a saúde bruxa atual, que se diferencia das boticas particulares limitadas às famílias ricas de antigamente – apesar de que a população tem abdicado o preparo próprio de poções em favor da compra dos produtos prontos. Mas isso apenas mostra que o trabalho do Departamento de Fiscalização da Saúde e Medibruxaria para manter a rigorosidade científica na criação de produtos medicinais comercializáveis vem funcionando, bem como seus outros compromissos, como o combate a epidemias.

A saúde bruxa pode ser considerada como um dos sistemas mais exitosos do mundo bruxo, por providenciar qualidade e acesso a toda a sociedade, dirigidos por excepcionais equipes de especialistas multidisciplinares. Nem tudo pode ser resolvido pela medicina bruxa atual, como danos severos causados por feitiços que saíram pela culatra e a cura para a licantropia. Entretanto, os avanços vindouros só serão alcançados se o caminho percorrido para se chegar a esse nível de excelência não for negligenciado.

Por: May Stackhouse S. Hool Era a sexta vez em que eu realizava o ritual de início do ano letivo, acredito que essa possa ser a pal...

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Por: May Stackhouse S. Hool

Era a sexta vez em que eu realizava o ritual de início do ano letivo, acredito que essa possa ser a palavra certa para o ciclo de ensino que cada aluno passava. Desde a chegada da lista de materiais, a ida ao Beco Diagonal para fazer as compras, arrumar a mala e se despedir dos pais e responsáveis, pois chegara a hora de voltar para casa. Hogwarts, a meu ver, sempre fora mais que um Instituto de Ensino Bruxo, ele torna-se o lar de pequenos bruxos, um lugar que nos proporciona uma aprendizagem que marca-nos para vida, e é isso pode ser visto no embarque.

A Expresso de Hogwarts inicia a viagem de volta para alguns, e a viagem de descoberta para os novatos, é fato que no trem as histórias começam a ser traçadas, laços de amizades, reencontros, perdas de pequenos animais, e acreditem, perdas são a coisa mais corriqueira que se pode ter no trem. Sempre preferi vagões mais calmos e com rostos conhecidos, mas durante a viagem pela primeira vez em seis anos, senti vontade de andar pelos vagões, e nunca vou me arrepender. Para os novatos e mais novos, a empolgação de ir para escola é palpável, as crianças começam a trocar as figurinhas de sapos de chocolates, prática que culminou na criação de um Clube de Figurinhas de Sapos de Chocolates em Hogwarts, ainda não tive a oportunidade de acompanhar seus membros. Para os veteranos e mais velhos, os vagões mais reservados e calmos são o que mais encontra-se, em especial, para os finalistas em que as pressões para a vida adulta torna-se mais expressivas, é notável que o conteúdo da conversa é outro.

A famosa e tradicional travessia dos barquinhos para os novatos tem o intuito de preparar eles para a cerimônia que eles irão passar. Entrando todos juntos como iguais, sem casa, para conhecer seus irmãos e colegas de casa pelos próximos anos. O caminho para Hogwarts também é percorrido pelas carroças que seguem com o restante dos alunos, e para muitos é apenas um cumprimento dessa etapa de ano letivo. No entanto, para outros a viagem não desanima em nenhum momento, regadas de muitas conversas e até cantorias. O Salão Principal passa a ganhar uma decoração especial todos os anos, e poucos alunos percebem o esforço que fazem para proporcionarem um ambiente acolhedor. O discurso de Boas-Vindas é marcado de muitas palavras de incentivo, seguido pela o tradicional discurso do Chapéu Seletor para os novatos. A seleção segue sendo acompanhadas pelas casas que recebem seus novos membros com aplausos e alguns com certa euforia.

Uma novidade que foi dada no início do ano letivo foi a respeito do novo diretor da Grifinória, Sam D. McCain Wichbest que assume a direção de sua casa, contando com seus monitores Madeleine Sinskye Pallas e Raffael Rathbone Stackhouse. As demais casas continuam quase como sempre foram, Tyler Holstein Sparrow continua como diretor da Sonserina junto aos seus monitores, Ella M. Krochan Munroe e Daniel Salvatore Strauss. Sebastian A. Von Ziegler conta com seus monitores, Diego Accietti Hyeras, incluído na equipe de monitores recentemente e Talyta Youngblood D'Amici, no comando da Lufa-Lufa e a Corvinal continua sobre a direção de Axel Kröll. Gyllenhaal, casa que decidiu manter ambos os monitores do ano anterior, Faye Gebühr Miller e Grayer Shaw Beoulve.

Por fim, a Vice Diretora Lucy S. Pallas deixa um pequeno recado para todos os alunos, que com certeza servirá para todos os próximos anos letivos: "Sejam bem-vindos a Hogwarts! Aos que por Hogwarts estão chegando pela primeira vez, espero que sejam bem recebidos por todos que por aqui já se encontram e consigam fazer da nossa escola, suas novas casas, afinal é por aqui que passaram a maior parte do tempo daqui para frente. Qualquer dúvida que tenham tanto eu, quanto os monitores e diretores de suas casas, sempre estaremos à disposição para lhes ajudar tanto com dúvidas, quanto em qualquer outra coisa que seja necessário. E não se esqueçam, Hogwarts sempre estará de braços abertos para recebê-los!"