Fatos e curiosidades sobre a vida de um anicôncio do ponto de vista de um jovem especial e outros convidados Redator:  Natsu Nomura Sakurai...

Gente Como A Gente: Eu Falo Com Os Animais

 Fatos e curiosidades sobre a vida de um anicôncio do ponto de vista de um jovem especial e outros convidados


Redator:  Natsu Nomura Sakurai


A habilidade de conversar com os animais é algo que gera curiosidade na maioria das pessoas, principalmente nas crianças, que ainda estão aprendendo as realidades do mundo de formas lúdicas, como contos infantis. No entanto, falar com os animais não é algo deixado apenas para as histórias, existem bruxos que possuem essas habilidade de fato, os anicôncios. As pessoas com essa habilidade nascem com tal capacidade, podendo se comunicar com a maioria dos animais, como aves, répteis, anfíbios e mamíferos. No entanto, existem algumas exceções, como cobras ou aracnídeos. O porquê de tais exceções ainda é desconhecido e espera-se que a comunidade bruxa um dia descubra os fatos por trás de tais restrições.


A pergunta que não quer calar, apesar de tudo, é: como deve ser a vida de um anicôncio? Onde podemos encontrar um? A verdade é que por muitas vezes pessoas com habilidades mágicas especiais estão bem perto da gente e nem sabemos. Para os nossos leitores que estudam em Hogwars, nosso principal entrevistado é um rosto familiar, isso porque o rapaz trata-se de, nada mais nada menos, que o monitor da Grifinória. Além do belo currículo acadêmico, Robert também é portador da habilidade de falar com os animais e, nessa matéria, vamos descobrir um pouco mais sobre a vida de um anicôncio através de suas palavras, de sua vivência.


Garanto que alguns leitores podem estar curiosos em saber as coisas básicas sobre a habilidade, por exemplo, "de qual familiar seu ele a herdou" ou "como ele percebeu que podia conversar com animais", no entanto, o objetivo da coluna "Gente Como A Gente" está em conhecer a vida cotidiana das mais variadas pessoas que fazem nossa sociedade bruxa tão rica e aprender novos conceitos e fatos com elas, sendo assim, a primeira pergunta que foi lançada ao jovem grifino foi se ele tinha um "amigo animal", ou seja, algum animal que ele conversasse tanto que poderia ser considerado um amigo pessoal. Para a minha surpresa, o jovem grifino explicou que não tinha "amigos animais", isso porque os animais veem o mundo de uma forma diferente da nossa.


"Esse é um erro comum, sabe? Animais não têm esse tipo de relação conosco. Essa coisa de amizade não existe quando se trata deles. Ou eles te consideram parte 'do bando' ou não. Trazendo para nossa língua, é como se eles te considerassem parte da família. Então, eu não tenho nenhum amigo animal, mas tenho vários irmãos. A coruja Theobbie, o gato Afonso Tobias, o Falcão-peregrino sem nome... Sim, ele não tem um nome e não quer ter um, não me pergunte o motivo, porque nem eu sei. Cada um me 'adotou' após algumas conversas. Afonso foi o primeiro, inclusive foi graças a ele que aprendi a desenvolver minha habilidade. Ele foi meu professor de língua animal."


A resposta dele foi intrigante em vários aspectos, mas principalmente onde mencionou sobre "língua animal". Sabemos que os ofidioglotas, quando falam com as cobras, pronunciam sua voz de uma forma que ninguém mais consegue compreender, parecendo estranhos silvos. Inclusive, o Profeta Diário já realizou uma matéria tentando desvendar o alfabeto da língua das cobras. Seria, então, a "língua animal" mencionada algo parecido? Nosso entrevistado fala com as outras criaturas por meio de latidos e miados se quiser falar com cachorros ou gatos? Foi justamente essa a próxima pergunta feita ao rapaz: como definir essa tal "língua animal"? Não só a resposta para essa pergunta foi dita como também algumas curiosidades foram apresentadas pelo grifino.


"É como uma língua estrangeira, a diferença é que a comunicação é através da mente. Uma curiosidade, quando eu revelei para alguns amigos que eu era anicôncio, muitos acharam que eu poderia pedir a ajuda dos animais para meio que 'espionar' algumas pessoas... Mas não é assim que funciona. Um animal não entende a língua humana, eu que entendo a língua animal. Seria tipo pedir a um Chinês que espione uma reunião de Brasileiros e depois me diga o que eles falaram, o Chinês vai ficar com cara de tacho." Ele contou em meio a algumas risadas. "Outra coisa, animais não sabem ler, então não adianta eu pedir ajuda a uma mosca na hora de uma prova, porque ela não vai entender nada."


É, parece que acabamos de desmistificar os boatos que correm sobre anicôncios poderem usar os animais em proveito próprio por meio das conversas. No entanto, é difícil generalizar toda uma habilidade especial em apenas um relato. Segundo fontes do ex-Ministério da Magia, várias famílias bruxas possuem a habilidade sendo passada a cada duas gerações. Encontramos uma outra anicôncia, dessa vez, uma jovem adulta e perguntamos a ela sobre a possibilidade de animais conseguirem interpretar a língua humana ou conhecer nossos alfabetos para praticar a leitura. Pela resposta da mulher, parece que os animais que convivem com ela conseguem compreender a fala humana, embora a leitura seja algo, aparentemente, incompreensível à eles.


”Olha meus amigos animais são bem... enxeridos. Se metem na minha conversa e eu acabo respondendo eles em voz alta deixando a outra pessoa confusa. Então eu acredito que eles até entendem sim, claro. Só que a conversa se dá através da mente, por isso só anicôncios conseguem ter esse contato. Menos com cobras, elas são tipo estrangeiras pra mim e em matéria desse tipo de comunicação eu não sou bilíngue... O mesmo serve para animais aquáticos. Quanto a ler... Aí eu não sei. Se sabem ler e nunca me falaram vou ficar chateada... teria mais ajuda para meus trabalhos de escola.”


Buscando sanar um pouco dessa contradição, fomos atrás de um outro jovem adulto, conhecedor de paranormalidades e dons, tendo trabalho nesta área. Ele nos explicou que a habilidade do anicôncio pode variar de pessoa para pessoa, pois não é um dom fácil de ser dominado. Na verdade, para ser um anicôncio experiente se é necessário bastante controle mental, não sendo incomum anicôncios que, por falta de controle, acabam se comunicando de forma não intencional com os animais. Um outro fato contato por esse jovem é que até mesmo anicôncios adultos possuem dificuldade em se comunicar com animais de grande porte, sendo necessário esforço da parte deles. De toda forma, para encerrar, perguntamos ao nosso aluno da Grifinória se ele tinha alguma coisa interessante a mais para contar sobre a sua habilidade especial ou sobre sua vivência com ela.


"Ah! Tem sim. Não conseguimos nos comunicar com animagos. Uma vez, tentei me comunicar com um pássaro e, por mais que eu tentasse, parecia que ele não me entendia. Até cometi a gafe de achar que o pássaro era mudo. Porém, mais pra frente, o tal pássaro se revelou como animago pra mim. Só não posso dizer o nome da pessoa, mas quero deixar registrado meu carinho por ela. Enfim... Isso ocorre porque um animago mantém a consciência humana quando está transformado."


Aprendemos mais um fato sobre anicôncios, eles não conseguem falar com animagos. Esse foi o "Gente Como A Gente" da edição, se você conhece mais alguém que tenha uma história interessante, uma habilidade diferente ou realizou um fato notável, não deixe de contar para o Profeta Diário. Ficaremos felizes em noticiar o cotidiano dos cidadãos da comunidade bruxa e aprender um pouco mais com isso mostrando fatos verídicos e testemunhados. Quem sabe a próxima pessoa a estar aqui possa ser você.